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Por: Alan Carvalho |
Não
vamos conseguir convencer jovens a não utilizarem seus aparelhos. O aparelho é uma
propriedade privada do indivíduo, ou seja, não pode ser confiscado. Então se
não podemos com o inimigo temos que nos aliar a ele. Toda essa tecnologia
comprimida em alguns centímetros quadrados pode servir como excelente
ferramenta pedagógica e disciplinar.
Isso
mesmo câmeras, gravadores, bluetooths, música e internet são ferramentas
pedagógicas muito eficazes em muitos tipos de atividades pedagógicas. Gravação
de uma aula expositiva, produção de vídeos, montagem de aulas com imagens e
fotos. Estudo de músicas. Por exemplo, um professor pode propor o estudo de uma
determinada música e para estimular o bom uso dos aparelhos ele passa via
bluetooth a música para os alunos no início da aula, propõe a analise e orienta
e cada um com seu aparelho, pois a maioria tem um, irá ouvir e analisar a
música. Outra situação é a pesquisa. Dicionários, Wikipédia e sites são
instantaneamente acessados. E por que não usá-los a nosso favor. A favor do
aprendizado.
Mas e
como usar como questão disciplinar. É simples. Uma das grandes dificuldades é
manter alunos, principalmente do ensino fundamental, sentados e em silêncio
após uma atividade. Agora se você propor que, após a atividade realizada, eles
estarão liberados para ouvirem suas músicas em seus fones, desde que permaneçam
sentados e em silêncio, a aceitação será positiva. Além disso, cultive muito
sua paciência para gerir esse uso, pois, como sempre, eles tentarão ultrapassar
os limites que você impuser.
O fato
é que temos que nos adaptar às novas realidades. E o vício tecnológico é uma
delas. Então vamos tentar converter seus efeitos negativos em efeitos
positivos. Criar possibilidades. Negociar situações e diminuir conflitos. Tudo
é possível. E é também difícil, mas afinal as coisas boas e positivas não são
fáceis.
INFORNATUS
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