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sábado, 19 de março de 2016

Município de Mamanguape - Paraíba

Mamanguape é um município do estado da Paraíba, no Brasil. É sede da Região Metropolitana do Vale do Mamanguape. Sua população em 2012 foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 42 537 habitantes, distribuídos em 349 quilômetros quadrados de área.O nome do município é uma referência ao rio Mamanguape, que o banha. Existem duas hipóteses etimológicas para o topônimo "Mamanguape":
A antiga área de ocupação da cidade compreendia territórios hoje pertencentes a dez municípios: Rio Tinto, Baía da Traição, Marcação, Itapororoca, Jacaraú, Pedro Régis, Curral de Cima, Capim, Cuité de Mamanguape e Mataraca, contando com praias como Barra de Mamanguape e Praia de Campina, hoje pertencentes a Rio Tinto. Chegou a ser a segunda cidade mais desenvolvida da Paraíba e, por isto, teve o privilégio de receber o imperador dom Pedro II.Mamanguape foi um das principais núcleos econômicos e populacionais da Paraíba no século XIX, superando, na época, as populações dos grandes centros urbanos da província. Sua economia dependia quase exclusivamente da indústria do açúcar. A decadência deste setor, causada tanto por fatores internos (como as secas) quanto por externos (como a concorrência com o açúcar caribenho), levou à estagnação econômica de Mamanguape no século XX.

Lhe atribuem o título de "Rainha do Vale", porque encontra-se no vale fértil do Rio Mamanguape, o que a torna uma grande produtora de commodities agrícolas. Graças ao acidente geográfico natural, o Rio Mamanguape, é um importante centro pesqueiro no interior do estado, exportando toda a sua produção excedente aos municípios vizinhos.O setor de comércio e serviços é diversificado, sendo o responsável pelo abastecimento de toda a região. A conexão de Mamanguape com a rodovia BR-101 permitiu que o município se tornasse um grande centro logístico no interior do estado.

O município tem grande acervo histórico e arquitetônico, herdado do período áureo da produção açucareira. Com destaque aos edifícios: Casa do Imperador, Presídio da província da Parahyba, Igreja Matriz São Pedro e São Paulo, Igreja do Rosário e a Igreja de São Sebastião. Há também a antiga ponte férrea do rio Mamanguape, e pode-se fazer um percurso rural até o sítio Pindobal, passando pela Usina Monte Alegre.

Feriados

Centro Cultural Fênix
O antigo Mercado de Mamanguape foi edificado pelo capitão Paulino Fernandes da Costa em 1874. Em 1901, sendo presidente do conselho municipal o capitão Francisco Ivo, foi construído mais um compartimento. Seis anos depois, pelo então prefeito, o coronel José Campelo, foram realizados diversos melhoramentos e novas talhas para o corte de peixe e carne. Um ano depois, no seu segundo mandato como prefeito, o major José Pedro Batista Carneiro concluiu a calçada do Mercado e colocou lampiões de azeite para iluminação externa.
 
Em 6 de agosto de 1943, tem-se conhecimento da última restauração realizada no antigo Mercado, pelo prefeito José Fernandes de Lima. Em 2005, os comerciantes do mercado se mudaram para outro local conhecido como Mercado Novo, deixando o antigo prédio abandonado. Em 2006, na administração do então prefeito Fábio Fernandes Fonsêca, teve início a obra para transformar o antigo mercado em um centro cultural. Em 4 de julho de 2008, a restauração do prédio foi concluída, passando o antigo mercado a se denominar Centro Cultural Fênix. O Centro Cultural Fênix conta com um auditório multiuso (cinema, teatro e centro de convenções), brinquedoteca, sala de repouso (espaço para exposições e performances diversas), centro de inclusão digital, sala de música, espaço para oficinas temáticas (artesanatos, danças e artes plásticas) e praça de alimentação.O município é servido pela empresa de transporte Viação Rio Tinto Ltda., que faz a conexão intermunicipal.

A maioria da população é católica. Há uma igreja matriz e oito igrejas menores na cidade. O restante da população pertence às religiões protestantes. A cidade conta também com a presença Igreja Adventista do Sétimo Dia, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, das Testemunhas de Jeová, várias Igrejas Batistas e de centros espíritas.

Além da rede pública municipal, o município também é servido pela rede pública estadual. Recentemente, o município ganhou o status de cidade universitária ao sediar um dos campi da Universidade Federal da Paraíba. Neste campus em Mamanguape, são ofertados vários cursos, entre eles: secretariado executivo bilíngue, hotelaria, ciências contábeis, matemática, ecologia, gastronomia, ciências da computação, design e pedagogia.Ao todo,o município tem cerca de 4 escolas públicas estaduais,1 escola técnica estadual,dezenas de escolas públicas municipais e cerca de 10 instituições de ensino particular.Além de 3 escolas de idiomas,franqueadas ao CCAA,Fisk e CNA.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Município de Caruaru - Pernambuco

Caruaru - PE - Imagem da Net
Caruaru é um município brasileiro do estado de Pernambuco, situado na região nordeste do país. Pertence à Mesorregião do Agreste Pernambucano e à Microrregião do Vale do Ipojuca e localiza-se a oeste da capital do estado, distando desta cerca de 130 km. Ocupa uma área de 920,611 km², sendo que 16,65 km² estão em perímetro urbano e os 903,961 km² restantes formam a zona rural, e sua população em 2015 é de 347,088 habitantes, sendo então o mais populoso do interior pernambucano.

A sede municipal tem uma temperatura média anual de 22,7 °C e a vegetação predominante é a caatinga, tendo remanescentes de Mata Atlântica em brejo de altitude, localizando-se, neste modo, numa área de transição. Com 90,6% da população vivendo na zona urbana, o município contava com 176 estabelecimentos de saúde em 2009, e o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é de 0,677, considerando-se como médio, acima da média estadual, e ocupando a décima primeira colocação no ranking estadual.

Fundado em 18 de maio de 1857, o município começou a tomar forma em 1681, quando o então governador Aires de Souza de Castro doou à família Rodrigues de Sá uma sesmaria com trinta léguas de extensão, com o intuito de desenvolver a agricultura e a criação de gado na região, as terras na época constituíam a Fazenda Caruru. A fazenda foi abandonada pelos seus donatários, só voltando a funcionar em 1776, quando José Rodrigues de Jesus decidiu voltar às terras, após a morte do seu patriarca. Lá, ergueu uma capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, sendo por conta dessa construção que foi criado um pequeno povoado ao seu redor, mais tarde originando a cidade.

O município vem exercendo um importante papel centralizador no Agreste e interior pernambucano, concentrando o principal pólo médico-hospitalar, acadêmico, cultural e turístico da região. Possui a maior Festa Junina do mundo, segundo registro do Guinness World Records (o livro dos recordes), e é internacionalmente conhecida pelos festejos. Detém ainda a Feira de Caruaru, conhecida por ser uma das maiores feiras ao ar livre do mundo e ter sido tombada como patrimônio imaterial do país pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Seu artesanato com barro ficou mundialmente conhecido pelas mãos de Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, que representou Pernambuco na exposição de Arte Primitiva e Moderna Brasileira no ano de 1955, em Neuchâtel, na Suíça, podendo atualmente ter suas obras contempladas no Museu do Louvre, em Paris, e em sua antiga residência no Alto do Moura, em Caruaru.

Há diversas hipóteses para a origem do nome do município, Caruaru (pronúncia AFI[cɐɾu'ɐɾu] link=. ouça). Uma das mais utilizadas é que o nome Caruaru seja uma junção oriunda do dialeto dos índios cariris, habitantes da região na época do desbravamento, no século XVI. "Caru" equivaleria a alimento e fartura e "aru aru" à abundância. Logo, Caruaru significaria terra da fartura. A "Documentação Territorial Brasileira", do IBGE, depois de frisar os vários significados associados a entidades mórbidas, acrescenta mais uma definição: "nome de uma planta vulgarmente conhecida por caruru (espécie de bredo) e que outrora cobria um poço na margem do rio Ipojuca, em local que, por isso, passou a ser denominado Poço ou Sítio do Caruru. Por acréscimo de uma vogal, o nome seria alterado para Caruaru". No Dicionário Houaiss, consta com dois sentidos: 1º) o mesmo que curuaí (do tupi curuá’i), planta Orbignya sabulosa, isto é, a palma, incidente em toda a região; 2º) o mesmo que jacuraru, ou seja, um lagarto (do tupi yakurua’u), o popular teju ou teiú, também bastante frequente na região.

Devido à sua posição geográfica favorável, no coração do Agreste, passagem obrigatória do transporte de gado do Sertão para o Litoral, logo se estabeleceram diversas propriedades agropastoris. Os donos das terras onde hoje se situa o município eram os "Nunes dos Bezerros", assim denominados em virtude da curta distância entre a fazenda e a paróquia de Bezerros. Admite-se que os Nunes eram remanescentes dos antigos concessionários daquelas terras, quando foram distribuídas como sesmarias. Os Nunes haviam adotado um casal de órfãos, sendo o menino, José Rodrigues de Jesus. Em virtude de desentendimento com a família, ele se apossou das terras que lhe cabiam por herança, a leste e a sudeste da fazenda dos Nunes. Com vinte anos já era um senhor poderoso e residia com a mulher – Maria do Rosário de Jesus – numa vivenda, a Casa Grande, no local denominado Caruaru. 

Com licença do Bispado de Olinda, em 1781, construiu a capela de Nossa Senhora da Conceição, que contribuiu para o surgimento de uma feirinha semanal e passou a ser ponto de convergência de novos moradores, iniciando-se assim o povoamento da região. Documentos de 1794 comprovam a existência desse povoado, "possuindo crescido número de casas", já conhecido com a mesma denominação atual.

Em 1834, Caruaru figurava como 7º distrito de paz de Bonito, conforme ofício datado de 8 de novembro desse ano, enviado pela Câmara de Bonito ao Conselho do Governo de Pernambuco. A Lei Provincial nº 133, de 6 de maio de 1844, criou o distrito de São Caetano da Raposa, anexado ao município de Caruaru (alguns documentos mencionam essa lei como sendo do dia 2 de maio). Em 1846, o missionário frei Euzébio de Sales, capuchinho da Penha, iniciou a construção da Igreja Matriz, hoje catedral. Reconstruída duas vezes, a última em 1883, a igreja ganhou, nesse ano, o sino que ainda hoje existe no local, o maior ex-voto da região, promessa de Francisco Gomes de Miranda Leão, que fez transportar a oferenda em lombo de animais, de Tapera a Caruaru, onde a população recebeu com entusiasmo. 

Em 16 de agosto de 1848, a Lei Provincial nº 212 elevou Caruaru à categoria de vila, com território desmembrado de Bonito. Essa lei transferiu a sede da freguesia de São Caetano da Raposa para Nossa Senhora das Dores, em Caruaru, para onde também foi transladada a sede da comarca de Bonito. O art. 3º da mesma lei dividiu a comarca em dois municípios, compreendendo o primeiro as freguesias de Caruaru, Bezerros e Altinho, e a segundo município, as cidades de Bonito e Panelas.

A Câmara foi instalada no dia 16 de setembro de 1849, segundo ofício enviado ao presidente da província; quem a instalou foi o presidente da Câmara de Bonito, Francisco Xavier de Lima. O primeiro vigário da freguesia foi o padre Antonio Jorge Guerra, que a instalou no dia 28 do mesmo mês e ano. Em 18 de maio de 1857, a Lei Provincial nº 416 elevou a vila de Caruaru à categoria de cidade e sede do município e em 20 de maio de 1867, a Lei Provincial nº 720 criou a comarca de Caruaru, a qual foi classificada de 1ª entrância pelo Decreto nº 3.978, de 12 de outubro do mesmo ano; o primeiro juiz de Direito foi o dr. Antonio Buarque de Lima. Em 13 de novembro de 1872, o Decreto nº 5.139 classificou-a como de 2ª entrância.

Tornou-se município em 1º de março de 1893, com base no art. 2º das disposições gerais da Lei Estadual nº 52 (Lei Orgânica dos Municípios), de 3 de agosto de 1892. O primeiro prefeito eleito foi o major João Salvador dos Santos. Em relação anexa ao ofício do prefeito para o Secretário do Governo, com data de 26 de maio de 1893, declara-se que o município fora dividido em três distritos administrativos: Caruaru (sede municipal), Carapotós e São Caetano da Raposa.

Caruaru se converteu em município, sendo o segundo do agreste pernambucano, pelo projeto nº 20, criado pelo deputado provincial Francisco de Paula Baptista (1811-1881), defendido em primeiro debate em 03 de abril de 1857 e tornando-se concreto, depois de aprovação sem debate, em 18 de maio do mesmo ano, com a assinatura da Lei Provincial nº 416, pelo então vice-presidente da província de Pernambuco, Joaquim Pires Machado Portela. Ao passar das décadas, a cidade se desenvolveu e a antiga Vila do Caruru atualmente é conhecida por colecionar vários títulos, como Capital do Agreste”, “Capital do Forró”, “Princesa do Agreste”, dentre outras alcunhas, fazendo analogia ao cenário de sua importância política-econômica no cenário do Estado de Pernambuco.

O desenvolvimento do município teve seu apogeu a partir de 1896, após a construção da Great Western, a linha férrea que conecta a cidade à capital pernambucana. Pelos seus trilhos era escoada a produção agrícola, além das mercadorias de sua tradicional feira. Iniciada em 2001 pelo governo pernambucano, a duplicação da principal rodovia que dá acesso ao município, a BR-232, foi crucial para a industrialização da sua economia e o crescimento do setor de serviços, já que com a nova rodovia o número de turistas em dada época do ano era maior, visto que a duplicação trouxe uma redução no tempo de viagem e mais segurança. O primeiro trecho das obras foram iniciadas no sentido Recife-Caruaru e concluídas em 2003, quando foi dado início a outro trecho, Caruaru-São Caetano.
O território municipal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 920,611 km², sendo 16,6500 km² de perímetro urbano e os 903,961 km² restantes formando a zona rural do município. Situa-se a 08º17'00" de latitude sul e 35º58'34" de longitude oeste, estando a cerca de 130 km da capital estadual. Os municípios limítrofes são Brejo da Madre de Deus e São Caetano, a oeste; Taquaritinga do Norte, Toritama, Vertentes e Frei Miguelinho, a norte; Riacho das Almas e Bezerros, a leste; e Altinho e Agrestina, a sul.


O município está situado na unidade geoambiental da Província da Borborema, sendo formada por maciços e outeiros altos, com altitudes que variam entre 600 a 1 000 metros. O relevo é predominantemente movimentado, com vales profundos e vales dissecados, com altitude média de 554 metros acima do nível do mar. Está localizado no Planalto da Borborema e seu ponto culminante é o Morro do Bom Jesus, com 630 metros acima do nível do mar.


O território municipal é recortado por rios perenes de baixa vazão, tendo também pequeno potencial de água subterrânea. Situa-se na bacia hidrográfica do Rio Ipojuca e do Rio Capibaribe, tendo como seus principais cursos hidrográficos os riachos Tabocas, Caiçara, Borba, da Onça, Olho d'água, Mandacaru do Norte, Caparatós, São Bento, Curtume e Taquara. Seus principais corpos de acumulação de água são os açudes Eng°. Gercino de Pontes (13.600.000 m³), Taquara (1.100.000 m³), Guilherme (786.000 m³), Serra dos Cavalos (761.000 m³) e Jaime Nejaim (100.000 m³).


O clima de Caruaru é semiárido (classificação BSh na classificação climática de Köppen-Geiger), possuindo verões quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. As maiores temperaturas são normalmente registradas nos meses de novembro e fevereiro, chegando aos 30 °C, e as menores em junho e julho, em torno dos 17 °C. O índice pluviométrico anual é de 764 milímetros (mm), concentrados entre março e julho, sendo este o mês de maior precipitação (135 mm). O regime de pluviosidade do município é bastante influenciado pela Planalto da Borborema, tendo seu início localizado entre os municípios de Gravatá e Pombos, que impede a chegada da umidade que vem do litoral para provocar precipitações mais abundantes.
A umidade do ar é relativamente elevada, sendo a média anual de 75%. Os ventos são constantes todo o ano, porém, quando há a ocorrência da chegada de sistemas e a formação de vórtices ciclônicos de altos níveis da atmosfera no litoral leste nordestino, podem ocorrer ventanias que causam danos como destelhamentos, quedas de árvore e interrupção no fornecimento da energia elétrica.Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1974, a menor temperatura registrada em Caruaru foi de 12,6 °C em 4 de setembro de 1965, e a maior atingiu 35,6 °C em 10 de novembro de 1963. Os maiores acumulados de precipitação em 24 horas foram 120 mm em 14 de março de 1969, 113,4 mm em 31 de julho de 1966 e 107 mm em 30 de julho de 1966. O menor índice de umidade relativa do ar foi de 33% nos dias 16 de dezembro de 1969 e 21 de fevereiro de 1973. 


 
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Município de Boqueirão - Paraíba

Açude Epitácio Pessoa "O Boqueirão"
Boqueirão é um município brasileiro localizado na Região Metropolitana de Campina Grande, estado da Paraíba. Sua população em 2011 foi estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 16.966 habitantes, distribuídos em 424 km² de área.Boqueirão, cidade do interior paraibano, foi fundada por volta de 1664/65, por Antônio de Oliveira Lêdo, filho do Capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo e de sua primeira esposa, Isabel Paes, bandeirante, emigrante da Bahia, também Capitão, casado duas vezes, a primeira com Joana Batista Acióli, a segunda, com Emerenciana de Lucena.Ele foi também fazendeiro, possuidor de muito gado no sertão de Piranhas e no Cariri, e faleceu em 1751. Pai de cinco filhos, três do primeiro casamento e dois do segundo.


A família Oliveira Lêdo teve um papel crucial e diferenciador nas entradas de gado no sertão paraibano. Foram os Oliveira Lêdo os primeiros a se situarem no interior da Paraíba, a uma distância superior a 14 léguas de distância do mar.A priori, se fixaram onde, atualmente, está localizada a cidade de Boqueirão, então denominada Carnoió, terra dos ferozes índios cariris. A fazenda dos Oliveira Lêdo tornou-se, então, o centro irradiador da ocupação do Sertão.O Arraial de fundação do município, pouco tempo depois, serviu como ponto referencial para aqueles que procuravam passagens para explorar os sertões da Paraíba.O nome “Boqueirão”, que o Dicionário Aurélio define como [sm. 1. Bocarra; 2. Abertura em encosta marítima, rio ou canal], origina-se, justamente, de um grande corte que o rio Paraíba fez na serra de Cornoió. 

Desde o tempo de sua fundação, tornou-se célebre a famosa missa de Natal neste município, pelo fato de arrastar centenas de pessoas para essa liturgia; o que, provavelmente, justificaria, dada a proximidade em datas, a tradição da tão famosa Festa de Janeiro de Boqueirão. Todavia, sobre a origem desta festa, existem apenas conjecturas e algumas versões que não atestam tal relação.Conta-se que nesta época, uma média de 300 km eram percorridos por gentes vindas do Piranhas e Piancó. Era a fé católico-cristã batendo nos corações nordestinos que buscavam o conforto para a vida e o encontro com Deus. Aliado a isso, o espírito festivo que imperava naquelas pessoas que ansiavam por encontros com familiares, com amigos e diversão as motivavam na busca de entretenimento.


Existem, ainda, no imaginário do cidadão boqueirãoense, muitas histórias, lendas e mitos, acerca da origem do município e seus personagens fundadores, bem como de muitas outras histórias de seus moradores e pessoas de alto prestígio social que passaram por Boqueirão. Tais histórias, ainda hoje, circulam nas rodas de conversa entre amigos que se reúnem no Mercado Público Municipal, histórias reais, ficcionais, tristes e engraçadas, enfim, “causos” que permanecem em aberto para estudos culturais.A independência do município, no seu aspecto administrativo, ocorreu em 1959, embasada pela Lei n. 2.078 de 30 de abril, desmembrando-se da vizinha cidade de Cabaceiras e ficando formada por 5 distritos, a saber: Sede, Alcantil, Bodocongó, Caturité e Riacho Santo Antonio.O município de Cabaceiras serviu apenas como limite para o município de Boqueirão, que estava adquirindo sua emancipação administrativa, consequentemente, uma vida própria para alocar individualmente seus recursos.

Na classificação das microrregiões, Boqueirão encontra-se na microrregião dos Cariris Velhos, tendo por limites demarcatórios ou fronteiriços as cidades de Campina Grande, Caturité, Cabaceiras, Barra de Santana e Riacho de Santo Antônio. O seu comércio quando da emancipação política até bem próximo era normalmente feito em Campina Grande, entretanto, a maioria de seus produtos, que são exportados, vão para essa cidade, devido a sua demanda precisar destes produtos, que atendem muito bem àqueles que necessitam.No aspecto demográfico, constata-se que, em 1960, a população do município era de 19.600 habitantes, com uma densidade demográfica de 15,99 hab/km². Para o ano de 1970 a densidade demográfica era de 20.92 hab/km². Do total da população 12.903 eram do sexo masculino e 13.404 do sexo feminino. Entretanto, na zona rural, viviam em 1970, 21.721 habitantes. Já em 1980 a população municipal era de 30.624 habitantes, sendo 14.874 do sexo masculino e 15.874 do sexo feminino. A densidade demográfica era de 24,36 hab/km². No total da população houve um crescimento apreciável no seu contingente, em todo o território municipal.


Atualmente, cobre uma área de 425 Km2, com uma população de 15. 877 habitantes, com densidade demográfica de 37,4 hab/km², segundo dados do IBGE/2006.No que se refere a acidentes geográficos, temos, em Boqueirão, a serra de Cornoió com oitocentos metros pertencente ao conjunto da serra da Borborema.O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005 . Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.No tocante ao aspecto climático, verifica-se o clima quente e seco, com temperatura máxima em torno de 37º e mínima de 16º. O mês de março é o começo do inverno, que termina em julho de cada ano. Deste modo, considerando que tal projeção climática não fuja destas perspectivas meteorológicas, o clima da região acaba impulsionando uma economia de subsistência, no cultivo de uma agricultura rasteira e até uma atividade de pesca, que é a salvação daqueles que não tem condições de sobrevivência em outros lugares.

O município apresenta uma estrutura comercial bastante diversificada, com micro e pequenos empresários que investem tanto no comércio de bens de consumo quanto nas construções e moradias; como também, empresários do setor têxtil, tanto artesanal quanto industrial, como é o caso do comércio de tapetes e redes, e da confecção de roupas em jeans.Com relação à produção artesanal de redes e cobertores, Boqueirão já foi conhecida como uma dos municípios mais ativos na produção e comercialização destes produtos. Todavia, sofreu, durante um longo período, um decréscimo considerável desta atividade comercial. Boqueirão, antes da emancipação política de seus distritos, cobria aproximadamente 1.257 km², no posto de 3º maior Município do Estado, em extensão territorial na Paraíba.

Através do Projeto Cooperar, o Governo do Estado tem investido em Boqueirão, contemplando 241 famílias, assim distribuídos: agroindústria de Derivados de Cactus, no Sitio Moita; agroindústria de derivados de Cactus, no Sitio Moita, apoio ao artesanato no Sitio Tabuado; sistema de abastecimento d’água singelo no Sitio Tanques / Tanque Comprido; sistema de abastecimento d’água singelo nos sítios Olho d’água e Roberto; sistema de abastecimento d’água singelo, no Sítio Mineiro; e apoio a caprinocultura nos Sítios Carcará / Urubu. Em eletrificação rural, a previsão é de 64 ligações. O Governo também investe na construção de Matadouro Público na cidade.

Um estudo desenvolvido recentemente pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) revelou que o volume hídrico acumulado no açude Epitácio Pessoa(Boqueirão) sofreu uma redução de 67,27% nos últimos 20 anos.Neste mesmo período, segundo dados da pesquisa, o número de ligações de água em prédios residenciais e comerciais em Campina Grande, por exemplo, aumentou em 102,9%. As ligações de água nos prédios residenciais e comerciais passaram de 40.298, em 1983, para 81.796, em 2003. A Represa Epitácio Pessoa, de acordo com dados do DNOCS, possui uma extensão 2 410 km², com um espelho d'água de 2 680 hectares, com capacidade máxima (sem ultrapassar a lâmina do vertedouro) de 381 036 000 m³. Construído entre os anos de 1951 e 1956, e inaugurado em 1957, já com mais de meio século de existência, portanto, é responsável pelo abastecimento de mais de 20 cidades.

Não se pode deixar de mencionar que Boqueirão exerce uma importância fundamental na economia do Estado da Paraíba, tendo em vista que o açude Epitácio Pessoa acumula uma quantidade de água que beneficia não apenas sua população, mas a população das cidades circunvizinhas, além do que, é das águas do açude Epitácio Pessoa que Campina Grande “se apropria” de modo a suprir a energia necessária para o desenvolvimento da atividade econômica industrial e, inclusive, agrícola.Todavia, existe, de acordo com o diretor do DNOCS em Boqueirão, Everaldo Jacobino de Moura, um fator preocupante: o assoreamento. Segundo ele, a batimeria (estudo do nível do assoreamento) feita no açude Epitácio Pessoa entre os anos de 1998 e 1999 revelou que, quando de sua fundação, o açude tinha a capacidade total de 535 680 000 m³, e, ao longo de meio século, esta capacidade foi reduzida para 411 686 287 m³.
 
Ainda segundo Everaldo Jacobino de Moura, o DNOCS pretende avaliar a possibilidade de aumentar a extensão do sangradouro auxiliar, para não comprometer a barragem principal nem a auxiliar.A atividade cultural de Boqueirão, até bem pouco tempo atrás, concentrava-se apenas nas Quadrilhas Juninas e Festas de Padroeira animadas por grupos locais e pela Filarmônica Municipal, além da apresentação anual das peças teatrais da Paixão de Cristo e Natal. Além disso, também eram famosas as vaquejadas que contavam com a presença não apenas da vizinhança, mas, até mesmo, de pessoas vindas de outros Estados do Nordeste. As cantorias de violeiros também marcam as festas tradicionais do município, atividade esta ainda hoje realizada, todavia não muito valorizada pelo público.


Atualmente, Boqueirão exporta arte em todos os sentidos. São inúmeros os seus filhos que, pela Paraíba e pelo Nordeste como um todo, apresentam toda a riqueza de sua música (como é o caso do saxofonista Sarayva), dança, literatura, dramaturgia, etc. Podemos destacar a Filarmônica Municipal, o grupo Kiriri Band, a orquestra de frevo, as companhias de dança municipais, os grupos de chorinho, seus violonistas e, mais recentemente, seus escritores – poetas e poetisas, contistas e ensaístas.O suporte da Prefeitura Municipal e dos Governos Estadual e Federal tem alavancado a produção cultural de Boqueirão, que realiza já há três anos o Balaio Cultural, que teve sua primeira edição em 2005 e, em 2007, sua segunda edição, que contou com cerca de 140 artistas vindos de vários estados brasileiros, como Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul

No II Balaio Cultural, foram realizados espetáculos de dança, música, teatro, congresso de violeiros, além de seminários, oficinas de artes, feira de artesanato e exposição fotográfica. Destacaram-se, entre outros artistas, os professores André de Sousa, do Mato Grosso do Sul; Duda Braz, de São Paulo; Carlos Henrique, de Minas Gerais e Flávio Fortaleza, de Santa Catarina. A Paraíba esteve representada por grupos do próprio município e das cidades de Campina Grande, Alcantil, Cajazeiras, Sousa, Monteiro e Riacho de Santo Antônio.


De acordo com a avaliação dos organizadores, mais de 2.500 pessoas prestigiaram o acontecimento, com uma média de 500 participantes por noite, o que mostra a evolução cultural do município no cenário Paraibano e Nacional, sem sombra de dúvidas.Boqueirão viu nascer, também em 2007, a “Parede poética”, evento que apresentou à sociedade boqueirãoense a literatura engajada do poeta e deputado Dunga Júnior , bem como as poesias de Paulo da Mata, Jane Luiz Gomes, Marilândia Pereira, Mirtes Waleska e Malcy Negreiros, bem como os contos, crônicas, poesias e outras produções literárias de Maxwell Fernandes Dantas e Kleber Brito.

A criação da ABES (Academia Boqueirãoense de Escritores), em meados de 2009, veio levantar a pedra fundamental da Literatura no município e inaugura uma nova fase na cultura do Cariri Paraibano.A ABES, desde 2010, realiza a FLIBO (Feira Literária de Boqueirão). Durante o mês de março, a efervescência literária boqueirãoense se concretiza na realização de palestras, oficinas literárias, exposição, divulgação e publicação de livros. Já passaram pelo evento nomes como Jessier Quirino (2010), Bráulio Tavares (2010 e 2011), Ronaldo Cunha Lima (2010) e Ariano Suassuna (2011).



 
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Município de Arara - Paraíba

Arara é um município brasileiro do estado da Paraíba, Localiza-se na Mesorregião do Agreste Paraibano e na Microrregião do Curimataú Ocidental. Em 2015, possuía uma população de 13.355 habitantes, em uma área territorial de 99 km². Sua principal via de acesso é pela rodovia PB-105, está distante 155 quilômetros de João Pessoa, a capital do estado.A sede municipal tem uma temperatura média anual de 22,4 °C e a vegetação predominante é a caatinga, tendo remanescentes de mata atlântica na região leste do município, localizando-se, neste modo, numa área de transição. Cerca de 70% da população vive na zona urbana.O município foi emancipado da cidade de Serraria e instalado em 1961. A origem de seu nome se deve-se pela grande quantidade de aves deste tipo (araras) que existiam antigamente no local.

Tradicionalmente desde o ano de 1887, a cidade costuma realizar no mês de setembro a festa da padroeira do município, consta na programação a apresentação de bandas Filarmônica, pregações religiosas, desfiles cívicos e apresentações de bandas populares. O ponto principal das festividades é a procissão da Nossa Senhora da Piedade, onde os fiéis percorrem as principais ruas do município levando a imagem da santa, louvando-a com cânticos religiosos.

Segundo o geógrafo e historiador Antonio Gregório da Silva, no seu trabalho mimeografado "Arara, 125 anos depois… Fatos que devem ser Lembrados" a origem do povoado de Arara, ocorreu na segunda metade do Século XIX, quando tropeiros viajantes que faziam o transporte de carne de sol, farinha de mandioca e rapadura, entre o Curimataú, Seridó e o Brejo Paraibano, aproveitavam as sombras das copas das inúmeras árvores da família das "Baraúnas" que existiam nas proximidades de um riacho, situado ao norte do Engenho Porções, nos contrafortes do Planalto da Borborema, depois de três léguas de cavalgada no local onde hoje se encontra edificada a cidade de Arara.

Aos poucos, este local tornou-se ponto de encontro e de comércio entre os tropeiros viajantes que demandavam do Brejo ou da região do Curimataú onde faziam suas compras de carne de sol, farinha de mandioca e rapadura, alimentos de primeira necessidade negociados entre os "sertanejos" e "brejeiros" naquela área, que logo ficaria conhecida pelo nome de "Baraúnas das Araras" em virtude do grande número de aves desta espécie ali existentes ainda por volta do ano de 1860.Foi então que nesta mesma época, proveniente do estado do Ceará, chegou a região o Padre-Mestre-Doutor José Antônio Maria Ibiapina, que muito influenciou para o desbravamento e progresso da região do Curimataú, onde hoje se encontra o município de Arara. Ele fundou próximo a atual cidade de Arara a Casa de Caridade de Santa Fé, instalada no ano de 1866, em um terreno doado pelo Major Antônio José da Cunha e sua esposa Cândida Americana Hermogenes de Miranda Cunha, proprietários de jazidas de calcário na região.
 

O Major Antônio José da Cunha, também construiu a primeira casa da futura povoação de Arara e muito contribuiu para o seu desenvolvimento até o ano de 1881 quando veio a falecer com 94 anos de idade. Sua esposa Cândida Americana, que era muito religiosa, fez a doação ao Padre Ibiapina, de parte da fazenda, com casas, bovinos, asininos e muares para construção de mais uma casa de caridade em Santa Fé. A Igreja Matriz de Arara sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade, teve sua construção iniciada também pelo Padre Ibiapina, que chegou a prestar igualmente relevantes serviços à comunidade que ali se formava.

Em 1876 o povoado já tinha cerca de 80 casas e 500 habitantes. Cândida Americana morreu pobre e esquecida, no final do Século XIX, em um humilde casebre, edificado em frente a Igreja Matriz de Arara. Como no Brasil, tem-se o costume de se esquecer a memória dos antepassados, o nome de Cândida Americana ficou esquecido por mais de cinquenta anos, quando finalmente foi lembrada na década de 1970, denominando uma rua secundária na cidade de Arara.

Arara foi mencionada como distrito do município de Serraria na divisão administrativa do Brasil no ano de 1937 e 1938. No início da década de 1960 Arara já era maior e mais acessível do que a própria sede do município, mesmo assim continuava atrelada ao domínio administrativo dos serrarienses. Porém pouco tempo depois Arara conseguiu sua emancipação política conseguida através da Lei n° 2.602, de 1° de dezembro de 1961, ocorrendo sua instalação oficial no dia 19 do mesmo mês e ano, desmembrando-se de Serraria. Muitos trabalharam pela sua emancipação, dentre eles podemos destacar a família de Marísio da Cunha Moreno.

O município de Arara está localizado na Mesorregião do Agreste Paraibano e na Microrregião do Curimataú Ocidental, tem como coodernadas geográficas: 06°49'40" de latitude sul e 35°45'28" de longitude oeste, segundo o meridiano de Greenwich.A sede municipal encontra-se em uma altitude média de 467 metros, acima do nível do mar. A cidade encontra-se distante 155 quilômetros da capital do estado, João Pessoa por via asfáltica, e 103 quilômetros em linha reta. Sua área total é de 99,112 km², essa área total do município representa 0.1574% do estado, 0.0057% da região Nordeste e 0.001% de todo território brasileiro.Seus municípios limítrofes são Solânea (norte), Areia (sul), Serraria e Pilões (leste), Casserengue e Algodão de Jandaíra (oeste).


O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.Levando-se em conta apenas a precipitação, o município de Arara possui clima tropical As, segundo a classificação do clima de Köppen. Tal tipo climático se caracteriza por ser um clima tropical, com estação chuvosa no inverno e seca no verão. A pluviosidade média é de 922 mm/ano, sendo abril o mês mais chuvoso, com 152 mm, e outubro o mais seco, com 14 mm, podendo variar dependendo do ano.
 

Por estar localizada em uma região serrana a uma altitude de 467 metros acima do nível do mar no alto do Planalto da Borborema, apresenta temperaturas mais amenas do que no litoral. A temperatura média anual oscila em torno de 22 °C, sendo as menores temperaturas registradas em agosto (média mínima em torno dos 16 °C) e as mais altas em janeiro (média máxima próxima de 29 °C).

A área onde está localizado o município de Arara é recortada por rios temporários, este se encontra inserido nos domínios da Bacia hidrográfica do Rio Mamanguape, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA).Os principais cursos d'água no município tem regime de escoamento Intermitente e o padrão de drenagem é o dendrítico, em sua grande maioria pequenos riachos, porém podemos destacar os seguintes rios Rio Jacaré e o Rio Araçagi-mirim, afluente do rio Mamanguape.

O relevo existente no município de Arara e suave ondulado de solos litólicos eutróficos, com fraca textura arenosa e média fase pedregosa, de relevo hipoxerófila ondulado substrato gnaisse e granito, típico da região do Planalto da Borborema, uma região formada por maciços e outeiros altos, no município as altitudes variam entre 330 até 570 metros de altitude acima do nível do mar.Esse planalto ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas, abrangendo grande parte dos estados de Pernambuco e da Paraíba é termina no Rio Grande do Norte. No município de Arara essa forma de relevo apresenta-se de forma geralmente movimentada, com muitos vales profundos e estreitos dissecados, no município podemos destacar a Serra do Serrote Branco e a Serra de Arara.



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