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quinta-feira, 3 de maio de 2018

A Física no Freio ABS

O sistema de freios é uma das partes mais importantes de um veículo. Dentro dos diferentes tipos de sistemas de freio os mais comuns em carros são o freio convencional à disco e o do tipo ABS. O freio ABS é mais eficiente que o freio convencional por permitir maior controle por parte do motorista, uma vez que não causa o travamento das rodas. O sistema de freio antitravamento, tradução em português para a sigla ABS, para aos poucos o veículo e diminui o espaço de frenagem, elevando a eficiência da direção. 

O espaço de frenagem é significativamente reduzido por conta da diferença existente entre os chamados coeficiente de atrito estático (μe) e coeficiente de atrito dinâmico (μd). A força de atrito surge quando há contato entre uma superfície e um objeto e deve-se à rugosidade existente entre os dois, sendo chamada de atrito estático quando o objeto está em repouso e de atrito dinâmico, ou cinético, quando o objeto se movimenta. Os valores dos coeficientes de atrito dinâmico são sempre menores que os valores dos coeficientes de atrito estático. Existe uma equação, cuja demostração está baixo, que determina o espaço de frenagem. Veja:

Partindo da segunda lei de Newton, temos: FR = m.a
Sabendo que a força resultante sobre os pneus é a força de atrito :μ.N = m.a
Supondo a superfície plana, a normal será igual ao peso, logo: μ.m.g = m.a
Portanto, definimos a aceleração como: μ.g = a (1)
A partir da equação de Torricelli, temos: v 2 = v0 2 + 2.a.Δs (2)
Agora iremos considerar a velocidade final como nula e a aceleração como negativa, já que se trata de uma diminuição de velocidade, portanto: 2.a.Δs = v0 2 (3)
Finalmente, iremos substituir a equação 1 na equação 3, onde encontraremos o espaço de frenagem (Δs):


Δs =       V0 2     
       2.μ.g


Observe que existe uma relação inversamente proporcional entre o coeficiente de atrito μ e o espaço de frenagem Δs, logo, quanto maior for o coeficiente de atrito, menor será o espaço de frenagem. Como os freios convencionais, ao serem acionados bruscamente, causam o travamento das rodas, ocasionando deslizamento, o atrito em questão é o dinâmico. Já os freios ABS impedem o deslizamento, atuando então o atrito estático. Como o atrito estático é maior, o espaço de frenagem para o freio ABS será sempre menor, podendo evitar colisões em caso de acionamento de emergência dos freios.


INFORNATUS




sábado, 20 de julho de 2013

Galileu Galilei


Galileu Galilei
Artesão, físico, matemático, filósofo e astrônomo italiano nascido em Pisa, o mais importante cientista de sua época e um dos maiores sábios que a humanidade já teve. Filho de Vincenzo Galilei, matemático competente e músico razoável, obteve sua educação em um monastério de Vallombrosa, próximo a Florença e na Universidade de Pisa, onde interrompeu o curso de medicina para se dedicar ao estudo da matemática e das ciências. Lá desenvolveu seus primeiros trabalhos sobre queda livre de corpos, aprimorando os estudos de Francisco Soto, principalmente sobre trajetórias parabólicas de projéteis em queda livre. 
 
Observar o movimento oscilatório de um dos lustres da catedral de Pisa, enquanto contava as próprias pulsações, constatou que o movimento era periódico e descobriu o isocronismo das oscilações do pêndulo (1581). Constatou também que o período de um pêndulo independe da natureza e da massa da substância, ponto de partida para algumas de suas mais importantes pesquisas. Escreveu De Motu (1590), reunindo seus experimentos sobre a queda livre dos corpos. 

De volta à universidade, doutorou-se (1585) e passou a ensinar na Academia Florentina. Logo ficou conhecido nos círculos científicos devido a um de seus inventos, a balança hidrostática (1588). Depois de publicar um estudo sobre a gravidade (1589), foi convidado a ensinar na Universidade de Pisa, onde realizou experiências de máxima importância sobre o movimento físico, em especial os movimentos que se registram na superfície terrestre, sendo a mais famosa, a que comprovou que objetos de diferentes massas em queda livre caem com a mesma aceleração, lançando pioneiramente a noção de gravidade, posteriormente desenvolvida por Newton, e abalando pela primeira vez os preceitos da física aristotélica. Inventou o termômetro (1592 - pode não ter sido o pioneiro! - ver Sanctorius Santori Capodistria) e divulgou Della scienza mechanica, sobre problemas de levantamento de pesos. Foi professor de matemática em Pádua (1592-1610), universidade fundada três séculos e meio antes (1222), onde se especializou nas teorias de Copérnico e de Kepler e, portanto, opondo-se a mecânica de Aristóteles e apresentou definitivamente os primeiros enunciados para as leis de queda dos corpos e da oscilação (1602).

Artesão habilidoso, ali criou uma oficina onde trabalhavam fundidores, torneiros e marceneiros, inventando e fabricando material científico como, por exemplo, microscópios simples, lunetas e telescópios para vender. Importou as idéia das lentes ópticas criadas por pesquisadores holandeses, aperfeiçoou o invento e criou um telescópio capaz de aumentar a imagem 32 vezes, tornando-se pioneiro no uso de uma luneta para observar os corpos celestes. 

Registrou a existência de mares, crateras e montanhas na Lua e as manchas solares e a descoberta de Ganimedes, terceiro satélite de Júpiter (1610). Ao descobrir os quatro satélites de Júpiter, obteve a primeira prova de que alguns corpos celestes são capazes de orbitar outros astros. Observou que Vênus tinha as mesmas fases que a Lua e concluiu que isso ocorria porque o planeta, assim como a Terra, orbitava em torno do Sol. Com isso, comprovava o sistema heliocêntrico de Copérnico. Expôs todas essas descobertas no livro Sidereus nuncius (1610) e em Istoria i dimostrazioni intorno alle macchie solari (1613) em que, pela primeira vez, defendeu publicamente a tese do heliocentrismo de Copérnico, e declarou que as Escrituras eram alegóricas e, assim, não podiam servir de base para conclusões científicas. Por causa de suas afirmações teve sérios problemas com a Igreja, chegando a ser julgado pela Inquisição e, sob ameaça de excomunhão e morte pela Igreja, renegou formalmente suas descobertas.
 
A polêmica provocada pelo tema levou também a Igreja Católica a proibir o livro de Copérnico. Segundo a tradição suas obras se tornavam ainda mais perigosas para a Igreja Católica, que preconizava o geocentrismo, porque, ao contrário dos outros sábios, não escrevia em latim, mas na própria língua vulgar falada pelo povo, em estilo ágil e, dependendo do assunto, até irônico, o que o tornou muito popular. Impedido de prosseguir os estudos sobre o sistema de Copérnico, recolheu-se a seu castelo, na localidade de Arcetri, nos arredores de Florença, onde se dedicou a estabelecer e comprovar novos métodos de pesquisa científica baseados na experimentação. 

Solicitou ao papa Urbano VIII, seu protetor, permissão para escrever uma obra em que os dois sistemas seriam comparados. Publicou o que se tornaria seu principal trabalho, Diálogo sopra i due massimi sistemi del mondo, ptolemaico e copernicano (1632), um diálogo hipotético entre o coperniciano Salviati e o aristotélico Simplício. A obra provocou acirrada polêmica e suas idéias foram consideradas por muitos mais perigosas que as de Lutero e Calvino. De novo julgado pela Inquisição, concordou em abjurar para evitar condenação maior (1633). 

Recolhido definitivamente ao castelo de Arcetri, dedicou-se a partir de então à pesquisas e publicações essencialmente sobre o movimento, reunidas na obra Discorsi e dimostrazioni matematiche intorno a due nuove scienze (1638), tornando-se então conhecido como o criador da ciência do movimento. Estabeleceu os fundamentos da dinâmica e lançou as bases de uma nova metodologia científica, estimulou o aparecimento da hidráulica experimental e revisou o conceito aristoteliano sobre vácuo.

Embora tenha publicado pouco sobre hidrostática (1612), historicamente sua maior contribuição à hidráulica foi o fato de ter estabelecido que a sua mecânica é uma ciência experimental, principalmente através de suas experiências sobre deslocamentos em meios fluidos com o ar. Seu discípulo mais famoso foi Torricelli que, juntamente com seu mestere, tornaram-se os mais importantes nomes do surgimento da era da ciência moderna, sendo responsável também por transformações históricas no campo das medidas, graças a sua vontade sistemática pela determinação quantitativa das grandezas físicas. 

Publicou argumentos defendendo a teoria ondulatória de propagação da luz, que desde Aristóteles tinha sido admitida por Da Vince. Foi o autor de uma das leis do movimento, posteriormente denominada de leis da inércia. Sua obra foi continuada por Torricelli, Pascal, Roberval, Fermat, Huygens, Varignon, Mersènne e muitos outros cientistas ao longo dos séculos seguintes. É, sem dúvida, a principal personalidade histórica da mecânica. A cegueira pôs fim às suas pesquisas (1637), cinco anos antes de sua morte, em Arcetri, perto de Florença.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Bomba H: Alta Tecnologia ou Fim dos Tempos?

 

Bomba H
Seu funcionamento baseia-se em reações nucleares de fusão, isto é, dois átomos de hidrogênio se chocam com bastante energia e fusionam, transformando-se num átomo mais pesado. Na realidade não se trata de hidrogênio normal mas hidrogênio pesado (deuterio). Nesta fusão há liberação de uma quantidade substancial de energia. A fusão dos átomos de hidrogênio é o meio pelo qual o Sol e as estrelas produzem seu enorme calor. O hidrogênio no interior do Sol está comprimido de tal modo que pesa mais do que chumbo sólido. A temperatura desse hidrogênio alcança elevados índices – cerca de 15 milhões de graus centígrados – no núcleo do Sol. Nessas condições, os átomos de hidrogênio movem-se de um lado para outro e chocam-se uns com os outros violentamente. Alguns dos átomos fundem-se para formar átomos de hélio, um elemento mais pesado que o hidrogênio. Essa reação termonuclear, ou fusão,desprende energia sob a forma de calor.

A explosão de uma bomba atômica reproduz, por um instante fugidio, as condições de temperatura e pressão existentes dentro do Sol. Mas o hidrogênio leve comum (H¹) reagiria devagar demais, mesmo sob essas condições, para ser utilizável como explosivo. Então os cientistas tem de usar isótopos mais pesados de hidrogênio. Esses isótopos reagem mais prontamente do que o hidrogênio leve. Os cientistas conhecem dois isótopos pesados de hidrogênio: o deutério (H²), e o trício (H³), um isótopo tornado radioativo artificialmente.

A bomba de hidrogênio funciona em fases. Primeiramente uma bomba atômica explode, agindo como detonador. Ela fornece o calor e a pressão necessários à fusão. Em seguida, uma mistura de deutério e trício se funde, em uma reação termonuclear. Isso libera rapidamente grandes quantidades de energia, provocando uma explosão tremendamente poderosa.

Nem todas as bombas de hidrogênio produzem grandes quantidades de precipitação radioativa. O processo da fusão propriamente dita não forma produtos altamente radioativos, tal como na fissão. As armas inventadas nos últimos anos produzem muito menos precipitação do que as bombas de hidrogênio primitivas. Essas armas mais novas chamadas bombas “limpas”, tiram da fissão somente uma pequena parte de sua energia. Quase toda energia provém da fusão. Já as bombas atômicas tiram toda sua energia da fissão. Elas produzem grandes doses de precipitação quando são detonadas perto da superfície da terra.

Em 1961 em nova Zelândia foi testada a primeira bomba H do mundo,vários padrões de segurança foram tomadas, Bomba foi levada ao campo de teste por um avião bombardeiro Tu-95 especialmente modificado, que levantou voo de uma base aérea na península de Kola, pilotado pelo Major Andrei E. Durnotsev.

O bombardeiro foi acompanhado de um avião de observação Tu-16, que coletou amostras do ar e filmou o teste. Ambos os aviões foram pintados com uma tinta reflexiva especial de cor branca para limitar os danos causados pelo calor gerado pelo teste. A bomba de 27 toneladas era tão grande (8 metros de comprimento por 2 metros de diâmetro) que as portas de lançamento e os tanques de combustível das asas do Tu-95 tiveram de ser removidos. Ela foi presa a um pára-quedas de retardo de queda que pesava mais de 800 quilos, o que dava a ambos os aviões a possibilidade de voar para pelo menos 45 km de distância do ponto zero de detonação.

Se houvesse uma falha nesse retardo, a bomba ou teria atingido a sua altitude de detonação mais rápido do que o previsto tornando o teste uma missão suicida para os aviões, ou atingiria o solo a uma velocidade alta demais com resultados imprevisíveis. Os EUA também equiparam algumas de suas bombas com pára-quedas de retardo pelas mesmas razões.

A Tsar Bomba foi detonada às 11h32, sobre o campo de testes na Baía de Mityushikha, ao norte do Círculo polar ártico na ilha de Nova Zembla. Ela foi lançada de uma altitude de 10 500 metros, e programada para detonar a 4000 metros acima da superfície terrestre (4200 metros acima do nível do mar) por sensores barométricos.

Os Estados Unidos estimaram na época que a potência gerada pela bomba era de 57 Mt, mas desde 1991 todas as fontes Russas atestam que era de “apenas” 50 Mt. Khrushchev chegou a avisar durante um discurso (gravado em vídeo) o Parlamento Comunista sobre a existência da bomba de 100 megatons.

A bola de fogo gerada pela explosão tocou o solo e quase alcançou a mesma altitude do avião bombardeiro, podendo ser vista a mais de 1.000 km de distância. O calor gerado poderia causar queimadura de 3º Grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de distância. A nuvem em forma de cogumelo que se seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35 km de largura. A explosão pôde ser vista e também sentida na Finlândia, tendo até mesmo quebrado algumas janelas por lá.

O deslocamento de ar causou danos diretos até a 1.000 km de distância. Estima-se que se a bomba original fosse usada o estrago seria aproximadamente de 2.000 km² . A pressão da explosão abaixo do ponto de detonação foi de 300 PSI, seis vezes a pressão de pico experimentada em Hiroshima. Um participante no teste viu um flash brilhante através dos óculos escuros de proteção e sentiu os efeitos de um pulso térmico mesmo a uma distância de 270 quilômetros.

Já que 50 Mt é igual a 2,1×1017 joules, a média de força gerada durante todo o processo fissão-fusão (que durou cerca de 3,9×10−8segundos ou 39 nanosegundos) seria estimada em 5,3×1024 watts ou 5,3 YottaWatts. Isso é o equivalente aproximado de 1% da energia que o Sol libera durante a mesma fração de segundo. A maior arma construída pelos EUA, agora desativada (B41), tinha uma força máxima estimada de 25 Mt, sendo que a maior bomba nuclear já testada pelos EUA (Castle Bravo) gerou 15 Mt.

Fonte: Sigma

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Física - Ensino Médio



Física Ensino Médio
Volume 1 - Sumário

Apresentação
01. O mundo da física
02. A culpa é da barreira
03. Bola prá frente
04. Acelera Brasil!
05. Tudo que sobe, desce
06. Empurra e puxa
07. Um momento, por favor
08. Eu tenho a força! Será?
09. Como erguer um piano sem fazer força
10. Ou vai ou racha
11. Vamos dar uma voltinha?
12. Por que não flutuamos?
13. Chocolate, energia que alimenta
14. O trabalho cansa?
15. Mais alto o coqueiro, maior é o tombo
16. Conservação, o "x" da questão
17. O momento do gol
18. Bola sete na caçapa do fundo
19. O ar está pesado
20. No posto de gasolina
21.Eureca!
Gabaritos das perguntas e exercícios

Volume 2 - Sumário

Apresentação
22. Estou com febre?
23. Água no feijão, que chegou mais um!
24. A brisa do mar está ótima !
25. Ernesto entra numa fria!
26. Hoje a torcida está "esquentada" !
27. Águas passadas não movem moinho!
28. Dá um tempo, motor!
29. Como uma onda no mar...
30. Um papinho, um violão e a bendita construção
31. Assim caminha a luz
33. Atira mais em cima!
34. Eu não nasci de óculos
35. A luz em bolas
36. Ô, raios!
37. Atração fatal
38. Hoje estou elétrico!
39. Alta voltagem
40. Paaaai, o chuveiro pifou
41. Me deixa passar, senão eu esquento!
42.Ele deu... a luz
43.Deu curto!
44.Estou desorientado!
45.Hoje não tem vitamina, o liquidificador quebrou!
46.Alguém tem aí um liquidificador para emprestar?
47.O mundo do átomo
48.Mergulhando no núcleo do átomo
49.Em Brasília, 19 horas ...
50.Tudo é relativo
Gabaritos das perguntas e exercícios

Este material foi retirado da Biblioteca do Estudante Brasileiro 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Submarino


"Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo". Você provavelmente já deve ter estudado o Princípio de Arquimedes em suas aulas de Física, não? De fato, a teoria do matemático e inventor grego e a descoberta da influência do empuxo sobre corpos imersos em fluidos foram as bases para a criação dos submarinos e dos veículos que se locomovem sobre a água. 

Desde os tempos mais remotos, a vontade de desvendar os mistérios e as riquezas escondidas debaixo d’água sempre foi um grande interesse para o homem. Há registros de sinos de mergulho – extremamente rudimentares, claro – feitos para que Alexandre, o Grande pudesse observar a vida marinha. No século XV, o gênio italiano Leonardo da Vinci, responsável pela criação de inúmeros inventos, desenvolveu a ideia de uma nave submarina, além de uma série de outros projetos para exploração aquática. 

caminho para a criação dos primeiros protótipos de uma embarcação capaz de operar de forma submersa. O primeiro submarino navegável de toda a história foi criado em 1620, pelo holandês Cornelis Drebbel. Entre os anos de 1578 e 1801, vários projetos de aperfeiçoamento foram executados, como o USS Turtle e o Nautilus. 

Por volta de 1890, com a criação do motor de combustão e do aperfeiçoamento dos motores elétricos, o submarino teve um avanço exponencial. A partir de 1955, surgiram os primeiros submarinos nucleares, o que mudou significativamente a forma de funcionamento dos mesmos: se antes precisavam voltar à atmosfera com frequência, agora seriam capazes de permanecer debaixo d’água por vários anos seguidos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

História da Física

O crescimento da Física tem trazido não somente mudanças fundamentais acerca do mundo material, matemático e filosófico, mas também, por meio da tecnologia, uma transformação da sociedade.A revolução científica, iniciada no ano 1600, é uma conveniente separação entre o pensamento antigo e a Física Clássica. O ano de 1900 marca o início de uma física mais moderna. Atualmente, a ciência não mostra sinal de completeza, tendo mais assuntos sendo levantados, como questões surgindo a respeito da idade do Universo, a natureza do vácuo e a natureza primordial das partículas subatômicas. A lista de problemas em aberto da Física é grande.

Desde a Antiguidade, pessoas têm interesse em compreender o comportamento da matéria: porque objetos sem apoio caem para o chão, porque diferentes materiais têm diferentes propriedades, e assim por diante. Também eram mistério certos aspectos do Universo, tais como a forma da Terra e o comportamento dos objetos celestiais.Várias teorias foram propostas, a maioria delas estava errada, mas isto faz parte da natureza do empreendimento científico. Teorias físicas da Antiguidade eram largamente formuladas em termos filosóficos e raramente verificadas por testes experimentais sistemáticos.

Durante a Idade Média, houve o nascimento da universidade medieval e a redescoberta dos trabalhos dos antigos filósofos por meio do contato com os árabes, durante o processo de Reconquista e das Cruzadas, iniciando uma revitalização da vida intelectual da Europa. Durante o século XII, os precursores do método científico moderno já podiam ser vistos no trabalho de Robert Grosseteste com ênfase na matemática, como por outro lado, na compreensão da natureza e na abordagem empírica admirada por Roger Bacon.A chegada da Peste Negra, em 1348, põe fim a um breve período de desenvolvimento filosófico. A praga matou um terço das pessoas na Europa. A recorrência da praga e de outros desastres causou um contínuo declínio da população por um século. A despeito desta paralisação, o século XV foi marcado pelo florescimento artístico da Renascença. A descoberta de textos antigos foi acelerada quando sábios de Bizâncio tiveram que procurar refúgio no Oeste após a queda de Constantinopla em 1453. 

Enquanto isto, a invenção da Imprensa levou à democratização do saber e permitiu uma rápida propagação de novas ideias. Tudo isto pavimentou o caminho para a Revolução Científica a qual deve ser entendida como uma retomada do método científico que havia sido interrompido no século XIV.A Revolução Científica pode ser vista como o florescimento do Renascimento e uma porta para a civilização moderna. Foi, em parte, assentada devido à redescoberta de conhecimentos originários da Grécia Antiga, Índia, China e da cultura islâmica e posteriormente desenvolvidos pelo mundo islâmico do século VIII até o século XV. 

O início do século XX inaugurou uma série de revoluções na Física. As teorias há muito aceitas de Newton não se mostraram suficientes para todas as circunstâncias. Não somente a Mecânica Quântica mostrava que as Leis do movimento não se aplicam a escalas pequenas, mas o mais perturbador, a relatividade geral mostrou que o arcabouço do espaço-tempo, do qual a Mecânica Newtoniana e relatividade especial dependem, poderia não existir.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_f%C3%ADsica

terça-feira, 27 de novembro de 2012

História da Pilha





As pilhas elétricas sempre estão presentes no nosso dia-a-dia, seja nos controles remotos, máquinas fotográficas, rádios ou brinquedos. Por meio de reações de óxido-redução, estes dispositivos são capazes de transformar energia química em energia elétrica. 

A história das pilhas se inicia em 1600, quando o físico alemão Otto von Guericke idealiza a primeira máquina capaz de produzir eletricidade. Tratava-se de um globo de enxofre que gerava centelhas quando girado e friccionado. 

No século XVIII, o médico e investigador italiano Luigi Galvani descobriu que a eletricidade poderia ser armazenada nos músculos, e que os nervos eram capazes de transferir essa energia. A eletricidade que Galvani se referia é originária de reações químicas no corpo humano. Sua descoberta foi de suma importância, pois foi a partir dela que os estudiosos começaram a investigar o uso da química na geração da energia elétrica. 

Um desses estudiosos foi o físico italiano Alessandro Volta, considerado o criador das pilhas elétricas. Após vários estudos, Volta percebeu que os melhores componentes químicos para a produção de eletricidade eram o zinco e a prata. Por volta de 1800, o mesmo elaborou um dispositivo formado por várias camadas destes dois metais, separadas por um disco de material poroso embebido em uma solução de sal. 

A pilha de Volta foi muito importante para a evolução da eletroquímica, fato que o levou a ser, inclusive, nomeado conde em 1810, por Napoleão Bonaparte. 


domingo, 25 de novembro de 2012

História da Geladeira




As geladeiras são eletrodomésticos que mantêm a temperatura dos alimentos por meio do frio gerado por um compressor, movido por um motor. Em 1856, uma fábrica australiana de cerveja contratou o também australiano James Herrison para elaborar um sistema que fosse capaz de refrigerar e manter a temperatura do produto baixa, usando o princípio da compressão de vapor. 

Em 1854, foi feito o primeiro sistema refrigerador para a indústria de carnes, em um frigorífico de Chicago, EUA. Em 1866, também nos Estados Unidos, foi feito outro aperfeiçoamento da invenção, o que permitiu a refrigeração de frutas e legumes. 

Até então, todas as geladeiras criadas eram usadas para fins industriais. A primeira geladeira doméstica surgiu em 1913 e foi chamada de “Domelre” (Domestic Electric Refrigerator), nome que posteriormente foi substituído por Kelvinator, o qual até hoje é usado como sinônimo da invenção nos EUA. O Kelvinator, assim como a maioria das geladeiras modernas, era arrefecido por uma bomba de calor de duas fases. 

Outro modelo de geladeira que se tornou bastante popular nos EUA foi o "Monitor-Top", desenvolvido em 1927 pela General Eletric. Ao contrário dos outros refrigeradores, neste aparelho o compressor, o qual gerava muito calor, era colocado na parte de cima e protegido por uma espécie de anel decorativo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nikola Tesla




Engenheiro eletricista e físico croata nascido em Smiljan, Croácia, então parte da Áustria-Hungria, naturalizado norte-americano (1889), famoso por suas descobertas no campo da eletrotécnica e da radioeletricidade, como os princípios da corrente alternada (1881). Filho de um sacerdote ortodoxo sérvio, foi um brilhante estudante e dotado de uma memória fotográfica. 

Cursou a escola politécnica de Graz, na Áustria, onde estudou principalmente física e matemática e fez sua graduação na Universidade de Praga (1880). Trabalhou como engenheiro eletricista na telefônica de Budapeste, Hungria, onde passou a se interessar por motores  e correntes elétricas (1882). Depois de passar um período em Paris, onde trabalhou na Companhia Continental Edison, foi para os EEUU (1884), estabelecendo-se em Nova York, onde se tornou assistente de Thomas Edison. 

Atritado com o patrão perdeu este emprego (1886), mas no ano seguinte (1887) ganhou bastante dinheiro de patrocinadores para construir um laboratório próprio em New York City, onde deu início independentemente a sua genialidade. Criou a corrente alternada e vendeu a patente para George Westinghouse, que iniciou a campanha junto ao governo dos EEUU pela adoção da nova modalidade de corrente. Iniciou viagens (1891) pelos Estados Unidos e Europa, durante as quais apresentou relatórios detalhados sobre aplicações da corrente alternada de alta freqüência e outras descobertas. 

Ainda desenvolveu numerosos inventos de produção ou movidos a eletricidade como o motor elétrico e registrou mais de 100 patentes, entre eles o acoplamento de dois circuitos por indução mútua, que seria utilizado nos primeiros geradores industriais de ondas hertzianas, o princípio do campo magnético rotativo como meio de criar energia por meio da corrente alternada e projetou o primeiro motor assíncrono de campo giratório. 

Também inventou as correntes polifásicas, dos comutadores e da ligação em estrela, novos tipos de geradores e transformadores e sistemas de comunicação sem fios e de transmissão de energia e faleceu em New York. O Museu Tesla, em Belgrado, Iugoslávia, foi criado e dedicado ao inventor. A tesla, uma unidade de densidade de fluxo magnético do sistema MKS, foi criada (1956) em sua honra.