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domingo, 10 de agosto de 2014

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Biografia de Van Gogh



Vincent Willem Van Gogh
Vincent Willem van Gogh frequentemente considerado um dos maiores de todos os tempos.Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, cometendo suicídio. 


A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição das suas telas em Paris, a 17 de Março de 1901. Van Gogh é considerado um dos pioneiros na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XIX, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e o abstraccionismo. O Museu Van Gogh em Amesterdão é dedicado aos seus trabalhos e aos dos seus contemporâneos.


Vincent nasceu em Zundert, uma cidade próxima a Breda, na província de Brabante do Norte, nos Países Baixos. Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa (calvinista), e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will).


Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida. Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris.


No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia. Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdã, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em 1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.


MATURIDADE


Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva. Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Vicent Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um enérgico "nunca". Porém, Van Gogh insistiu em sua ideia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia.


Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse. Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio.


Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia. Com poucos recursos, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor frequente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas. Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.


PARIS


Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo. Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rua Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros.1 Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcóolica era de 68%. O absinto, também conhecida como "fada verde" devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado por alucinações, surtos psicóticos e até mesmo mortes. Através de Theo, conhece Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas, Signac e Seurat.


Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat. A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebem tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros.


Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No ano seguinte, decide mudar-se de Paris. Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas. Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos.


Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, frequentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de Van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços. Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: "Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos", queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida por elas.


Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, Van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade. Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital. Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles.


O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas. Quatro semanas após seu retorno do hospital, Van Gogh apresenta sintomas de paranoia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso. Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de Van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamento de Theo contribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão.



Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, na Provença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas. Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas.


Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia),Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo.As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre"). Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista em psiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predominavam a violência e as alucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição.


A doença de Van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia do lobo temporal, agravada pelo uso do absinto. Segundo alguns, Vincent teria sofrido de xantopsia (visão dos objetos em amarelo), por isso exagerava no amarelo em suas telas. Esta xantopsia pode ou não ter surgido pelo excesso de ingestão de absinto, que contém tujona, uma toxina. Outra teoria seria que doutor Gachet teria indicado o uso de digitalis para o tratamento de epilepsia, o que poderia ter ocasionado visão amarelada a Van Gogh. Outros documentos relatam ainda que na verdade Van Gogh seria daltônico.


Há ainda diagnósticos de esquizofrenia e de transtorno bipolar do humor, sendo este último o diagnóstico mais aceito. Consta que na família de Van Gogh existiram outros casos de transtorno mental: Théo sofreu depressão e ansiedade e faleceu de "demência paralítica" (neurossífilis), no Instituto Médico para Doentes Mentais em Utrecht. Willemina era esquizofrênica e viveu durante 40 anos neste mesmo instituto e Cornelius cometeu suicídio aos 37 anos de idade. Faleceu em 29 de julho de 1890. Encontra-se sepultado em no cemitério municipal de Auvers-sur-Oise na França.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pablo Picasso (1881 - 1973)



Pablo Picasso (1881 - 1973)
O espanhol Pablo Picasso (1881 - 1973) é considerado um dos mais importantes artistas de todos os tempos, tendo sido a grande influência entre os movimentos e demais artistas da primeira metade do século XX, extremamente original e versátil, Picasso deixou produções de genial qualidade em meios distintos como a pintura, a escultura, a arte gráfica, a cerâmica e o desenho. Seu talento não pode ser reduzido à identificação somente com uma escola ou estilo, tendo ele transitado durante sua vida por várias tendências, fornecendo constantemente inspiração para a vanguarda do século XX.

Foi um dos fundadores do Cubismo, mas sua arte extrapola as fronteiras desse movimento. Entre seus trabalhos há aqueles mais afinados com tendências distintas como o realismo, o surrealismo e o classicismo, sempre filtradas pelo gênio de Picasso. Além disso, num mesmo período costumavam aparecer em suas obras diferentes temas e estilos, mais uma prova de sua originalidade e particularidade que o transformaram no artista mais famoso do século. Picasso começou a pintar ainda criança, desenvolvendo seu talento precocemente.

Talvez o começo de sua carreira possa ser considerada uma fase um pouco mais constante, destacando-se o Período Azul (1901- 1904), exemplificado por La Vie, de 1903 - dominado principalmente por pinturas abordando temática social como a pobreza, com predominância de tons azuis - e o Período Rosa (1904- 1906) - com seus tons predominantemente rosas e temas menos austeros como dançarinas e arlequins. Entretanto, duas obras suas do chamado período Rosa, realizadas em 1905 “ A Bela Holandesa “ e “ Mãe e Filho “ já possuem características extremamente contrastantes, relativizando essas definições. Por esse período Picasso já havia se estabelecido em Paris (ano de 1904, após constantes viagens entre Paris e Barcelona desde 1900), relacionando-se com um círculo de artistas que seriam posteriormente conhecidos como grandes nomes da vanguarda. Por exemplo, relacionava-se com Matisse e os Fauves.

A pintura de Cézanne e as esculturas africanas e ibéricas foram as principais influências que, somadas, inspiraram o pintor a realizar uma das obras que é considerada de maior importância para o século XX e precursora do Cubismo: “ Les Demoiselles d’ Avignon “ . A tela começou a ser pintada em 1907, mas o própria artista afirmou que só foi concluído posteriormente. Com suas formas ilógicas de cinco mulheres nuas (prostitutas das ruas de Avignon, em Barcelona) foi considerada incompreensível até mesmo para artistas de sua geração, somente sendo exibida publicamente a partir de 1937. A partir de “ Les Demoiselles d’ Avignon “ desenvolveu suas experimentações cubistas, juntamente com Braque .

Porém, já a partir de 1915, pode ser notado uma maior realismo em suas pinturas. Em 1917, viajou para Roma (com Jean Cocteau), desenhando costumes e cenários para espetáculos da cidade. A partir desse contato com a Itália, a influência da arte clássica em suas obras também cresce. “ Mãe e Criança “, de 1921, é um exemplo de suas inclinações neoclássicas. Entretanto, durante essa mesma época, Picasso também sentia-se inclinado pelo imaginário surrealista, (exemplificado, por exemplo, pela tela “ As três dançarinas “, de 1925) com seus mitos inconscientes e arquétipos, ao mesmo tempo que as formas cubistas também não são totalmente abandonadas em suas obras.

Devemos ter sempre em mente que qualquer tentativa de pontuar as “ fases “ de Picasso é um esforço vão, devido suas oscilações e inúmeras atividades. “ Os três músicos “, de 1921 (em suas duas versões), “ As três garças “ de 1924 e a já citada obra “ As três dançarinas “, de 1925, podem exemplificar a variedade de seu estilo num pequeno intervalo de tempo. “ Guernica “, de 1937, é um de seus trabalhos mais famosos que expressa um violento protesto contra o bombardeio da capital basca de Guernica realizado por alemães durante a guerra civil espanhola. Revela um artista sensível e profundamente envolvido com os problemas de sua época. Na ocasião chega a escrever que um artista “ é ao mesmo tempo um ser político, constantemente alerta para eventos dolorosos, graves ou felizes, a que reage de todas as maneiras “ . É uma obra monumental, extremamente passional e com grande significado simbólico. “ Minotauromaquia “, de 1935, já revela o aumento do interesse de Picasso pelos mitos e pelo simbolismo . As esculturas de Picasso também demonstram grande talento e talvez o mestre poderia ser considerado como um dos grandes escultores do século se a fama de suas pinturas não lhes fizessem sombra.

Além disso, sua dedicação à arte escultórica era esporádica. “ Cabeça de Búfalo, Metamorfose “ é um grande exemplo de seu trabalho com esse meio. É considerado um dos pioneiros em realizar esculturas a partir de junção de diferentes materiais. Seus trabalhos gráficos são considerados magníficos e possuidores de forte estilo pessoal, como as águas-fortes “ O ateliê do escultor “, de 1933. Também são famosas as suas ilustrações de livros. Quanto às cerâmicas, a partir de 1946 e o fim da guerra, tornou-se uma de suas importantes atividades. Há museus dedicados especialmente à sua obra em Paris e Barcelona, além de trabalhos seus espalhados pelos principais acervos do mundo.