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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Um Matemático Fala de Sua Fé

ENTREVISTA | GENE HWANG
Gene Hwang nasceu em 1950 em Tainan, Taiwan. Ele foi professor de matemática na Universidade Nacional Chung Cheng, em Taiwan. É também professor emérito da Universidade Cornell, EUA, onde lecionava e realizava pesquisas na área de estatística e probabilidade. Durante anos, foi um dos que mais publicou artigos na área de estatística, um campo em que ainda atua. Quando jovem, acreditava que a vida se originou de processos evolucionários. Mas depois mudou seu conceito. Despertai! perguntou sobre seu trabalho e suas crenças religiosas.

Fale sobre alguns ensinos a que você foi exposto quando jovem.

Na escola aprendi a teoria da evolução, mas ninguém explicava a origem da vida. Meus pais se tornaram taoistas, e eu ouvia o que os instrutores deles diziam e fazia várias perguntas. Mas muitas vezes eu não ficava satisfeito com as respostas.

Por que você se tornou matemático?

No ensino fundamental, eu ficava fascinado com matemática. E isso não mudou quando fui para a universidade. Eu gostava muito das aulas de matemática e probabilidade. Para mim, uma equação matemática simples contém beleza e harmonia.

Como você passou a se interessar pela Bíblia?

Minha esposa, Jinghuei, começou a estudar com as Testemunhas de Jeová em 1978, e às vezes eu participava dos estudos. Nós morávamos nos Estados Unidos. Jinghuei tinha acabado de fazer doutorado em física, e eu estava estudando estatística na Universidade de Purdue, em Indiana.

O que você achou da Bíblia?

O relato sobre como a Terra foi preparada para sustentar a vida me impressionou. A descrição em Gênesis dos seis dias criativos, embora apresentada em linguagem simples, parecia se adequar aos fatos — ao contrário  de antigas mitologias. * Apesar disso, por muitos anos eu ainda achava difícil acreditar num Criador.

 Por que isso era difícil para você?

Porque envolvia meus sentimentos. Acreditar em um Criador significaria rejeitar o que meus pais tinham me ensinado. O taoismo não ensina que existe um Deus pessoal ou um Criador.

Mas depois você mudou seu conceito. Por quê?

Quanto mais pensava na origem da vida, mais me convencia de que o primeiro organismo vivo deve ter sido muito complexo. Por exemplo, ele teria de ser capaz de se reproduzir, o que exigiria informações genéticas e um mecanismo que copiasse essas informações. Além disso, até mesmo as células vivas mais simples precisam de máquinas moleculares para formar uma nova célula e desenvolver os meios de utilizar energia. Como seria possível que esses mecanismos complexos se juntassem por acaso a partir de matéria sem vida? Como matemático, eu não podia aceitar essa teoria, porque ela exige muitos processos aleatórios.

O que o motivou a analisar mais a fundo os ensinos das Testemunhas de Jeová?

Eu já tinha iniciado e parado o estudo bíblico algumas vezes. Daí, em 1995 viajei a Taiwan. Mas fiquei doente e precisei de ajuda. Minha esposa, que ficou nos Estados Unidos, contatou seus irmãos na fé em Taiwan. Dois deles me encontraram sem forças do lado de fora de um hospital que não tinha vagas. Fui levado para um hotel, onde poderia descansar. Um deles ia lá para ver como eu estava e depois me levou para ser tratado numa clínica.

Aquela preocupação sincera mexeu comigo, e comecei a pensar nas várias vezes que as Testemunhas de Jeová foram bondosas com minha família. Sua fé as tornava diferentes. Então voltei a estudar com elas. No ano seguinte, eu me batizei.

A sua fé entra em conflito com seus estudos acadêmicos?

De forma alguma! Em anos recentes, tenho sido consultor matemático para cientistas que estudam as funções dos genes. O estudo da genética fornece um entendimento profundo sobre os mecanismos da vida, o que me enche de admiração pela sabedoria do Criador.

Dê um exemplo dessa sabedoria.

Veja o caso da reprodução. Alguns organismos, como as amebas, não têm correspondentes masculinos e femininos. Esses micróbios unicelulares simplesmente fazem uma cópia de suas informações genéticas e se dividem — processo chamado reprodução assexuada. Mas a maioria dos animais e plantas se reproduz sexualmente, combinando as informações genéticas de um macho e de uma fêmea da espécie. Por que a reprodução sexuada é extraordinária?

Por que um sistema de reprodução em que um organismo simplesmente se divide em dois — algo que já vem fazendo muito bem por não se sabe quanto tempo — se desenvolveria em um sistema no qual dois organismos se combinam para formar um? Os mecanismos necessários para usar e combinar metade da informação genética do macho e metade da fêmea são extremamente complexos, e isso apresenta um grande problema para os biólogos que acreditam na evolução. Na minha opinião, a reprodução sexuada é prova incontestável da inteligência de Deus.

JW.ORG

 
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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Natal: Festa Pagã Introduzida no Cristianismo

Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e "cristianizaram" a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. Aquela festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti ("nascimento do sol invencível"), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa - ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25.

A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. "Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro", afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. "Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro", diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno.

O Natal como dia do nascimento de Jesus Cristo surgiu em tempos bem mais recentes, ao redor do século 4 da nossa Era. Até então, essa era a data de algumas das mais importantes celebrações do calendário pagão.Tudo surgiu devido às muitas dúvidas relacionadas ao dia correto do nascimento de Jesus. Até hoje não existem referências históricas precisas capazes de atestar essa data. Os próprios Evangelhos, surgidos 3 ou 4 séculos depois da sua morte, não fazem nenhuma referência nem ao dia, nem ao mês, nem ao ano em que o Senhor apareceu na Terra.

Nos primeiros séculos de sua existência, a jovem comunidade cristã não festejava o nascimento de Jesus. Com o transcorrer das décadas e dos séculos, à medida em que a Igreja crescia e ganhava poder, surgiu a necessidade de conter e integrar os cultos pagãos – ainda muito numerosos na Europa e no Oriente Médio - e de englobá-los no seio da organização cristã. Celebrar solenemente o dia do nascimento de Jesus foi uma das muitas medidas implementadas nesse sentido.

No início, as datas mais disparatadas foram escolhidas para as comemorações: 6 de janeiro, 25 de março, 10 de abril, 29 de maio. A Igreja do Oriente se decidiu afinal pelo dia 6 de janeiro que era, para os gregos, o dia da Epifania (aparição) do deus Dionísio. A Igreja do Ocidente escolheu oficialmente a data de 25 de dezembro em meados do quarto século depois de Cristo. O objetivo da eleição era fazer coincidir o nascimento de Jesus com as festividades do solstício de inverno e do nascimento do Sol, fenômenos celebrados há tempos imemoriais pelos povos europeus.

Em ambos os casos, tudo que o cristianismo fez foi incorporar no seu próprio calendário de celebrações as tradições populares pré-existentes.Os doutores da Igreja, na verdade, perceberam que os próprios cristãos manifestavam forte inclinação para aqueles festejos pagãos, e seria muito difícil desviá-los dessa tendência. Melhor seria trazer os cultos pagãos para dentro da Igreja, e dessa forma melhor controlá-los. Ficou assim estabelecido que a Natividade seria solenizada naquele dia e a Festa da Epifania no dia 6 de janeiro. Essa origem pagã da festa de Natal é reconhecida inclusive por Santo Agostinho, que exortava seus irmãos cristãos a não celebrarem o Sol naquele dia solene, como faziam os pagãos, e sim celebrarem "Aquele que tinha criado o Sol".

Essa mesma tática deu origem a muitas outras festas do calendário cristão, entre elas a Páscoa, as festas juninas, o Dia dos Mortos e o de Todos os Santos – todas elas eram festividades pagãs que foram incorporadas pela Igreja.Ao redor do ano 1100, o Natal se tornara a festa religiosa mais importante em toda a Europa. Sua popularidade cresceu até a Reforma, quando muitos cristãos começaram a considerar o Natal uma festa pagã. Na Inglaterra e em algumas colônias americanas foi inclusive considerada manifestação fora da lei. Mas isso durou pouco. Logo o Natal reconquistou o primeiro posto entre as celebrações cristãs, sendo até hoje a festa mais amada.

No Natal, a festa cristã se entrecruza com a tradição popular de origem pagã. Antes do Natal cristão, existia a Festa do Fogo e a do Sol, pois essa época do ano é a do solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano no hemisfério norte. A partir dessa data (ao redor do dia 22 de dezembro) as horas de luz começam a ser mais longas a cada dia.Essa inversão astronômica da rota solar constitui o cerne da questão para todo aquele que deseja compreender o real por quê da escolha de 25 de dezembro como data do nascimento do Cristo. Essa inversão trará de volta a primavera dentro de 3 meses. Quase todas as culturas antigas festejavam o evento. Todas as atividades humanas (caça, pastoreio e agricultura) eram ligadas ao fim do inverno e ao alternar-se das estações. Nos meses mais frios as pessoas permaneciam trancadas em casa, consumindo o alimento acumulando durante o ano, na esperança de que as reservas fossem suficientes. Superar a metade do inverno era, portanto, motivo de regozijo e de esperança de sobrevivência.

A festa do solstício cai no período entre 21 e 24 de dezembro por um simples motivo astronômico: nessa fase, aos olhos de um observador ou de um astrônomo, o sol parece ficar parado no horizonte, para depois inverter sua rota e retomar seu movimento em direção à primavera a partir do dia 25 de dezembro. Dessa mesma origem deriva uma importante festa da Roma Antiga, celebrada a 25 de dezembro, a festa dedicada ao deus Mitra, divindade solar muito cultuada pelos soldados e pelas populações das zonas de fronteira. A grande Festa do Sol, na mesma data, tinha a característica de integrar as religiões das diversas populações europeias sob o domínio do vasto império romano. Quase todas elas celebravam a 25 de dezembro o solstício de inverno. A festa era muito parecida às atuais celebrações do Natal cristão, com ritos coletivos e festas familiares.

Na Roma Antiga festejavam-se as Saturnálias em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Era um período de paz e de recolhimento (meio do inverno), quando as pessoas trocavam presentes, e amigos e familiares se reuniam em suntuosos banquetes. Os celtas, outra etnia majoritária na Europa naqueles tempos, festejavam por seu lado o próprio solstício de inverno.

No ano 274 depois de Cristo, o imperador Aureliano decidiu que no dia 25 de dezembro fosse festejado o Sol. Disso deriva a tradição do "tronco natalício", grande pedaço de madeira que nas casas deveria queimar durante 12 dias consecutivos e deveria ser preferivelmente de carvalho, madeira propiciatória. Dependendo do modo como ela queimava, os romanos faziam presságios para o futuro. Nos dias de hoje, o tronco natalício se transformou nas luzes e velas que enfeitam e iluminam as casas, árvores e ruas.

E a onipresente árvore de Natal? Também ela pertence à tradição pagã europeia. A imagem da árvore (especialmente as que são perenemente verdes, resistentes ao inverno, como os pinheiros) constitui um tema pagão recorrente, céltico e druídico, presente tanto no mundo antigo quanto no medieval, de onde foi assimilado pelo cristianismo. A derivação do uso moderno dessas tradições, no entanto, não foi provada com certeza. Ela remonta seguramente pelo menos à Alemanha do século 16. Ingeborg Weber-Keller (professor de etnologia em Marburgo) já identificou, entre as primeiras referências históricas da tradição, uma crônica de Bremen de 1570, segundo a qual uma árvore da cidade era decorada com maçãs, nozes, tâmaras e flores de papel. A cidade de Riga, na Letônia, é uma das que se proclamam sedes da primeira árvore de Natal da história (em Riga existe inclusive uma inscrição escrita em oito línguas, segundo a qual "a primeira árvore de fim-de-ano" foi enfeitada na cidade em 1510).

Por: Luis Pellegrini

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Papiro com ‘Ensinamentos Secretos’ de Jesus a seu ‘Irmão’ é encontrado

Papiro encontrado
Estudiosos britânicos encontraram a mais antiga cópia grega de um texto cristão apócrifo que reúne os “ensinamentos secretos” de Jesus para Tiago, que historiadores acreditam ter sido seu irmão. A cópia foi descoberta em meio ao acervo da Universidade de Oxford, uma das mais antigas do mundo.

O manuscrito é uma edição rara, em língua grega, de uma história apócrifa da época do Novo Testamento chamada “Primeiro Apocalipse de Tiago”, que até agora parecia ter sido preservada apenas na língua copta — uma língua egípcia evoluída de hieróglifos.

O texto foi proibido depois que Atanásio, bispo de Alexandria, definiu o cânone dos 27 livros conhecidos hoje como o Novo Testamento. Todas as outras histórias, como aquelas encontradas na coleção Nag Hammadi, foram consideradas heréticas.


— Textos gnósticos como o “Primeiro Apocalipse de Tiago” foram banidos por causa de sua “compreensão diferente” da importância de Jesus — diz Brent Landau, pesquisador de estudos religiosos de Universidade do Texas em Austin. — Eles entendem Jesus muito mais em termos de ser um revelador da sabedoria humana do que como um messias. De acordo com esses textos gnósticos, Jesus ensinou que o mundo material é realmente uma prisão criada por um ser maligno, algo muito parecido com o filme “Matrix”, essencialmente.


No texto, Jesus descreve esta prisão terrena para seu “irmão”. Ele revela que o mundo é protegido por figuras demoníacas chamadas “archons”, que estão bloqueando o caminho entre o mundo material e a vida após a morte.


‘Nunca suspeitamos que os fragmentos tivessem sobrevivido. Mas lá estavam eles’
Grande parte dos escritos apócrifos aos quais temos acesso atualmente estão em copta. Até hoje, pouquíssimos textos foram encontrados em grego, seu idioma original de composição: uma coleção de 13 livros gnósticos coptas descobertos em 1945 no Alto Egito, que formam atualmente a biblioteca de Nag Hammadi.

No entanto, Landau e outro pesquisador de estudos religiosos de Universidade do Texas em Austin, Geoffrey Smith, adicionaram à essa lista a descoberta de fragmentos gregos datados do século V do que é conhecido como “Primeiro Apocalipse de Tiago”.


Os estudiosos fizeram a descoberta no início do ano, mas só agora divulgaram o feito em publicação científica. Eles apresentaram suas conclusões no Encontro Anual da Sociedade de Literatura Bíblica, em Boston. O trabalho ainda não foi analisado por outros pesquisadores.


— Dizer que ficamos entusiasmados quando percebemos o que tínhamos encontrado é pouco — disse Smith, professor assistente em estudos religiosos, que encontrou o pequeno fragmento no início deste ano entre os arquivos da Universidade de Oxford. — Nunca suspeitamos que os fragmentos gregos do Primeiro Apocalipse de Tiago tivessem sobrevivido à Antiguidade. Mas lá estavam eles, bem na nossa frente.


Manuscrito foi levado para Oxford no século XIX

A narrativa do texto encontrado descreve o que seriam ensinamentos de Jesus para seu “irmão” Tiago, discorrendo sobre como seria o reino celestial e revelando eventos futuros, incluindo a morte de Tiago.


— O texto complementa o relato bíblico da vida e do ministério de Jesus, permitindo-nos o acesso a conversas que supostamente ocorreram entre Jesus e seu irmão Tiago. Ensinamentos secretos que permitiram que Tiago fosse um bom professor após a morte de Jesus — afirma Smith.


O achado pertence a uma coleção de mais de 200 mil documentos de papiros da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Antes de chegarem lá, eles foram escavados de um antigo depósito de lixo egípcio, espalhados entre pilhas de manuscritos do século V, antigos recibos de impostos e contas de venda de vagões e burros. Esse depósito ficava na cidade egípcia de Oxyrhynchus, e os documentos foram retirados de lá e levados para Oxford no final do século XIX. Smith e Landau estudaram os achados Oxyrhynchus por mais de dois anos.


Um dos fragmentos encontrados: cópia mais antiga em grego do "Primeiro Apocalipse de Tiago" - Biblioteca Nag Hammadi/Universidade de Oxford

Fonte: O Globo

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sábado, 4 de abril de 2015

Onde Está a Arca da Aliança?

A Arca da Aliança
O que aconteceu com a Arca da Aliança é uma pergunta que tem fascinado teólogos, estudantes da Bíblia e arqueologistas por vários séculos. No décimo oitavo ano do seu reino, o rei de Judá chamado Josias ordenou que aqueles que zelavam pela Arca da Aliança a retornassem ao templo em Jerusalém (2 Crônicas 35:1-6; veja também 2 Reis 23:21-23). Essa é a última vez que a Arca da Aliança é mencionada nas Escrituras. Quarenta anos depois, o Rei Nabucodonosor da Babilônia capturou Jerusalém e assaltou o templo. Menos de quarenta anos depois, ele retornou, levou o que ainda sobrava no templo, e queimou a cidade e o templo por completo. Então o que aconteceu com a Arca? Foi pega por Nabucodonosor? Foi destruída com a cidade? Ou foi removida e escondida antes de tudo isso acontecer, assim como evidentemente foi o caso do Faraó Sisaque no Egito, o qual assaltou o templo durante o reino do filho de Salomão, o Rei Roboão? (Eu digo evidentemente porque se a Arca não tivesse sido escondida de Sisaque e ele tivesse tomado posse da arca, como alguns acham – veja o enredo do filme “Indiana Jones e os caçadores da Arca Perdida” - então por que Josias teria pedido que os Levitas devolvessem a Arca tantos anos depois, se eles não a tivessem em sua posse em primeiro lugar?)

O livro não canônico de 2 Macabeus registra que bem antes da invasão babilônica, Jeremias “pela fé da revelação, havia desejado fazer-se acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a montanha que subiu Moisés para contemplar a herança de Deus[quer dizer, Monte Nebo; veja também Deuteronômio 31:1-4]. No momento em que chegou, descobriu uma vasta caverna, na qual mandou depositar a arca, o tabernáculo e o altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada” (2:4-5). No entanto, “Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho com sinais, mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube, repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria desconhecido, até que Deus reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia. Então revelará o Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa nuvem, semelhante à que apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou para que o templo recebesse uma consagração magnífica” (2:6-8). Não se sabe se essa narrativa de segunda mão é correta, mas se for, não saberemos de certeza o que aconteceu até que o Senhor retorne, como a passagem fala no final.

Outras teorias sobre onde a Arca perdida pode estar são dadas pelo rabinos Shlomo Goren e Yehuda Getz, os quais acreditam que a Arca está escondida embaixo da Montanha do Templo e foi lá enterrada antes que Nabucodonosor pudesse roubá-la. Infelizmente, o Templo do Monte é onde se encontra a Cúpula da Rocha, mesquita sagrada de Jerusalém, e a comunidade muçulmana local se recusa a deixar que o território seja escavado para tentar achar a Arca. Por isso não podemos saber se os rabinos estão corretos ou não.

O explorador Vendyl Jones, entre outros, acredita que um artefato encontrado entre os Pergaminhos do Mar Morto, o enigmático Pergaminho de Cobre da Caverna 3, é na verdade um mapa de tesouro que detalha a localização de vários tesouros preciosos tirados to Templo antes da chegada dos Babilônicos, incluindo a Arca da Aliança. Se isso é verdade ou não, ainda não sabemos, pois ninguém pôde achar todos os marcos geográficos listados no pergaminho. É interessante que alguns estudiosos especulam que o Pergaminho de Cobre pode ser o registro ao qual 2 Macabeus 2:1 e 4 se refere e que descreve Jeremias escondendo a Arca. Enquanto essa pode ser uma especulação interessante, ainda permanece sem fundamento.

O antigo correspondente da África Oriental para “O Economista”, Graham Hancock, publicou um livro em 1992 chamado de O Sinal e o Selo: a busca da Arca da Aliança, no qual ele argumentou que a Arca tinha sido armazenada na Igreja de Santa Maria de Sião em Aksum, uma cidade primitiva da Etiópia. O explorador Robert Cornuke, do Instituto B.A.S.E. de Colorado, também acredita que a Arca pode estar em Aksum. No entanto, ela ainda não foi encontrada. Da mesma forma, arqueologista Michael Sanders acredita que a arca está escondida em um templo primitivo do Egito na vilagem Israelita de Djaharya, mas ele ainda não a encontrou.

Uma tradição irlandesa bem duvidável acredita que a Arca está enterrada sob o Monte de Tara na Irlanda. Alguns estudiosos acreditam que essa é a fonte da lenda irlandesa de “um pote de ouro no fim do arco-íris”. Lendas mais duvidosas ainda são as de Ron Wyatt e Crotser; Wyatt afirmando que já viu a Arca da Aliança enterrada sob o Monte Calvário, e Crotser afirmando que a viu no Monte Pisgah, perto do Monte Nebo. Esses dois homens não têm qualquer credibilidade com a comunidade arqueológica, pois nenhum deles pôde apresentar qualquer evidência para suas teorias.

No fim das contas, apenas Deus realmente sabe onde a Arca está. Teorias interessantes como as que descrevemos nesse artigo já foram apresentadas, mas ninguém pôde encontrá-la ainda. O escritor de 2 Macabeus talvez estava certo em dizer que talvez nunca saberemos o que aconteceu com a Arca da Aliança até que o Senhor retorne.



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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Versículo Bíblico Para Meditar : Mateus 9 Versículos18-26

18 Falava ele ainda quando um dos dirigentes da sinagoga chegou, ajoelhou-se diante dele e disse: "Minha filha acaba de morrer. Vem e impõe a tua mão sobre ela, e ela viverá". 

19 Jesus levantou-se e foi com ele, e também os seus discípulos. 

20 Nisso uma mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia, chegou por trás dele e tocou na borda do seu manto, 

21 pois dizia a si mesma: "Se eu tão somente tocar em seu manto, ficarei curada". 

22 Voltando-se, Jesus a viu e disse: "Ânimo, filha, a sua fé a curou!" E desde aquele instante a mulher ficou curada. 

23 Quando ele chegou à casa do dirigente da sinagoga e viu os flautistas e a multidão agitada, 

24 disse: "Saiam! A menina não está morta, mas dorme". Todos começaram a rir dele. 

25 Depois que a multidão se afastou, ele entrou e tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 

26 A notícia deste acontecimento espalhou-se por toda aquela região. 

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Pesquisa Sobre a Bíblia : Eva não foi a Primeira Mulher Citada por Deus e o Número 666 não é o do Capeta

Será que Eva não foi a primeira mulher nomeada por Deus e que o número 666 não mais representa o diabo? À medida que são realizadas novas descobertas a respeito das Escrituras Sagradas, mais nos surpreendem as histórias maravilhosas que se revelam em seu conteúdo e suas histórias.

Lista de boa fé

Até o século III não se sabia quais escritos formavam a Bíblia. Foi no Concílio de Niceia, em 325, que foram separados textos verdadeiros e falsos, através da “eleição milagrosa”, para determinar quais deveriam integrar o livro sagrado. Ao longo da história, foram conservadas quatro versões para justificar a preferência pelos quatro livros canônicos. Uma delas conta que os bispos rezaram por muito tempo até que os quatro textos “eleitos” voaram e pousaram sobre um altar. Outra afirma que os evangelhos foram colocados em cima de um altar e os apócrifos caíram sozinhos. A terceira história diz que suplicaram a Deus que derrubasse as escrituras contendo palavras falsas. E ficaram somente as quatro eleitas. A última das versões sustenta que o Espírito Santo entrou no recinto de Niceia em forma de um pombo e sussurrou no ouvido de cada um dos bispos quais eram os evangelhos autênticos.

Divisões em versículos

A divisão do Antigo Testamento em versículos foi realizada entre os séculos IX e X por judeus estudiosos das Escrituras, chamados de massoretas. Eles dedicavam suas vidas à recitação e à cópia das Escrituras. Influenciado por esse trabalho, o impressor francês Robert Estienne dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. A primeira Bíblia, que incluiu a divisão de capítulos e versículos, foi a chamada “Bíblia de Genebra”, publicada na Suíça em 1560. Os seus editores optaram por essa estrutura para facilitar a memorização, localização e comparação das passagens bíblicas.

Poucas, caras e cobiçadas

O exemplar de uma Bíblia antiga é um tesouro autêntico para todo museu e colecionador. Há algumas edições, como a impressa por Joahannes Gutenberg, em 1460, cujo preço é incalculável. Acredita-se que Gutenberg tenha sido o primeiro a conseguir imprimir, ilustrar e encadernar 180 bíblias de 1.282 páginas cada uma, em duas colunas de 42 linhas. Atualmente, existem apenas 60 exemplares desta edição: 12 em pergaminho e 48 em papel. A Alemanha possui 15, guardados, na maioria, em bibliotecas de instituições universitárias – uma foi adquirida pela Biblioteca do Congresso de Washington em 1930. Porém, somente duas cópias estão em excelentes condições: uma se encontra na Biblioteca Nacional de Paris e a outra na Biblioteca Britânica de Londres.

Eva não foi a primeira

O primeiro nome de mulher que Deus colocou foi Sara, a esposa de Abraão. Segundo o Gênesis 17:15, “Disse também Deus a Abraão: De agora em diante sua mulher já não se chamará Sarai; seu nome será Sara’”. Deus trocou o nome porque Sara significa “princesa entre as mulheres” e também para incluí-la no pacto com Abraão. Sara, ao acreditar na promessa de Deus e conceber Isaac em sua velhice, se tornou um exemplo de fé e modelo de “mãe de todos os seres humanos”.

O diabo mudou de número

Por séculos, acreditou-se que o Apocalipse vinculava o diabo ao número 666. Mas, na realidade, o número certo é 616. Em 2005, uma equipe da Universidade de Birmingham traduziu a cópia mais antiga do Novo Testamento e descobriu que, no livro das Revelações, havia sido feita uma tradução errada. Nem o idioma hebraico nem o grego possuíam um sistema numérico independente – este estava relacionado às letras dos seus alfabetos. Por essa razão, o número 666 seria correto se a tradução tivesse sido realizada do hebreu para o grego. No entanto, ela teria sido do latim para o hebreu, e, nesse caso, a cifra exata é 616.


 
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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Versículo Bíblico - Mateus 13:24-30

24 Jesus lhes contou outra parábola, dizendo: "O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo. 

25 Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi. 

26 Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu. 

27 "Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: 'O senhor não semeou boa semente em seu campo? Então, de onde veio o joio?' 

28 " 'Um inimigo fez isso', respondeu ele.
"Os servos lhe perguntaram: 'O senhor quer que o tiremos?' 

29 "Ele respondeu: 'Não, porque, ao tirar o joio, vocês poderiam arrancar com ele o trigo. 

30 Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro' ". 

Leia o capítulo completo: Mateus 13

Fonte http://www.bibliaon.com/versiculo/mateus_13_24-30/#close 



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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Pai Nosso em Aramaico ( traduzido ao pé da letra do Aramaico para Português )



Pai, sopro que emana a vida;
Aquele que enche o mundo de luz e de som;
Que a vossa luz nos ilumine e mostre o caminho sagrado;
Vosso reino celestial se aproxima;
Seja feita a vossa vontade em nossos atos, no céu e na terra;
Dai-nos sabedoria para as nossas necessidades de cada dia;
Afrouxai as amarras que nos prendem, e livrai-nos da culpa alheia;
Não deixai-nos cair na tentação;
Libertai-nos do que nos afasta da verdadeira razão;
De vós vem toda a força que nos move, a música que nos glorifica e nos renova a todo tempo;
Amém!


Obs. Essa é a Provável Versão Original do Pai Nosso Ensinada Por Jesus Cristo.


sábado, 24 de agosto de 2013

Nova descoberta arqueológica confirma profecia de Isaías



Arqueólogos da Universidade de Tel Aviv afirmam ter descoberto as ruinas de fortificações construídas cerca de 2.700 anos atrás, em torno de um antigo porto da Assíria, numa região que hoje pertence a Israel. O achado confirma o relato bíblico sobre o assunto presente no capítulo 20 do Livro de Isaías.“As fortificações parecem proteger um porto artificial”, explica Alexander Fantalkin, líder das escavações no Ashdod-Yam, em um comunicado oficial. “Ao ser confirmado, será uma descoberta de importância internacional, o primeiro porto conhecido deste tipo no nosso canto do Levante”. 

A descoberta foi feita em um sitio arqueológico na cidade costeira de Asdode, ao sul da capital Tel Aviv. No centro das fortificações há uma parede de tijolos de barro medindo mais de 3 metros e meio de largura, chegando a 4,5 metros de altura em alguns pontos. A parede está coberta por camadas de lama e areia.Quando foram construídas no século 8 a. C, as fortificações em forma de meia-lua defendiam uma área interior com cerca de sete hectares. Segundo os relatos históricos, rei assírio Sargom II governou toda a parte sudeste da bacia do Mediterrâneo, incluindo o Egito e o Oriente Médio. Inscrições falam sobre um rei filisteu em Asdode, chamado Yamani, que tentou organizar uma revolta contra o Império Assírio. Os assírios responderam com força, assumiram o controle de Asdode, no ano 711 a. C e destruiu a cidade. Depois disso, o centro de poder foi estabelecido na área vizinha de Asdode-Yam, o local que está sendo escavado atualmente. 

Baseado em escavações anteriores, o finado arqueólogo israelense Jacob Kaplan concluiu que os rebeldes construíram as fortificações em preparação ao ataque. Contudo, Fantalkin disse que a construção é grande demais para ter sido feito sob tais circunstâncias. O ataque de Sargom II contra Asdode é mencionado em Isaías 20, como um aviso para aqueles que apoiaram a rebelião. “Naquele dia o povo que vive deste lado do mar dirá: ‘Vejam o que aconteceu com aqueles em quem confiávamos, a quem recorremos para nos ajudar e livrar do rei da Assíria!” Ezequias, rei de Judá, ficou fora da luta, provavelmente a pedido do profeta Isaías, que nessa época andava nu e sem sandálias como uma forma de chamar atenção do povo para suas profecias.

Fantalkin e sua equipe dizem que os edifícios e paredes encontrados aparentemente são a reconstrução das fortificações anteriores, que provavelmente foram destruídas por um terremoto na segunda metade do século 2 a.C. Moedas antigas, vasos e outros artefatos dessa época foram encontrados entre as ruínas. Durante a época bizantina, o local era conhecido como Azoto Paralus. Uma cidadela chamada Kal’at Al Mina foi construída no local durante o período de dominação islâmica, em algum período entre os séculos 8 e 11. Em 1033, essa fortaleza foi seriamente danificada por um terremoto. É surpreendente que a parede com as inscrições achada agora tenha permanecido de pé depois de tanto tempo, tendo “sobrevivido” a tantos acontecimentos. 

A última descoberta do tipo ocorreu em 1843, quando Paul Emile Botta escavou as ruinas do Palácio de Sargom II, o mesmo que é mencionado na parede encontrada agora. Durante muitos séculos grande parte dos relatos do Livro de Isaias foram considerados “não-históricos” por causa da falta de comprovações arqueológicas. Com informações NBC News.




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