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sábado, 16 de abril de 2016

Mário Sérgio Cortella "O Mestre"

Nascido em Londrina, interior do Paraná, na juventude (1973/1974/1975) experimentou a vida monástica em um convento da Ordem Carmelitana Descalça, mas abandonou a perspectiva de ser monge para seguir a carreira acadêmica. Concluiu sua graduação em 1975 na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira. Em 1989 concluiu seu mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sob a orientação do Prof. Dr. Moacir Gadotti, e em 1997, sob a orientação do Prof. Dr. Paulo Freire, conclui seu doutorado também em Educação pela PUC-SP.

É professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e de pós-graduação em Educação da PUC-SP, na qual está de 1977 a 2012, além de professor-convidado da Fundação Dom Cabral, desde 1997, e foi no GVPec da Fundação Getúlio Vargas, entre 1998 e 2010.Ocupou o cargo de Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991-1992), durante a administração de Luiza Erundina, e foi membro-conselheiro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica da CAPES/MEC (2008/2010).Fez o programa "Diálogos Impertinentes" na TV PUC, no Canal Universitário.

Suas Publicações

Cortella tem obras publicadas no campo da Filosofia e da Educação. É autor, entre outras obras, de:
  • A Escola e o Conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos.
  • Nos Labirintos da Moral, com Yves de La Taille.
  • Não Espere Pelo Epitáfio: Provocações Filosóficas.
  • Não Nascemos Prontos!
  • Viver em Paz para Morrer em Paz: Paixão, Sentido e Felicidade.
  • Não se desespere! Provocações filosóficas.
  • Sobre a Esperança: Diálogo, com Frei Betto.
  • O que é a Pergunta?, Com Silmara Casadei.
  • Política: Para Não Ser Idiota, com Renato Janine Ribeiro.
  • Vida e Carreira: um equilíbrio possível?, com Pedro Mandelli.
  • Educação e Esperança: sete reflexões breves para recusar o biocídio.
  • Qual é a tua Obra? Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética.
  • Vivemos Mais! Vivemos Bem? Por Uma Vida Plena.
  • Liderança em Foco.
  • 2014 - Ética e Vergonha na Cara!, com Clóvis de Barros Filho.
  • Pensar Bem Nos Faz Bem! (Filosofia, Religião, Ciência, Educação) (1a. ed 2013). 2a. ed. Petrópolis e São Paulo: Vozes e Ferraz & Cortella, 2014.
  • Descartes, a paixão pela razão 1a. ed. São Paulo: FTD, 1988.


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sábado, 28 de março de 2015

A Fórmula Para Recuperar a Disciplina, o Respeito e a Autonomia da Escola

Imagem Net
Convocar Pais secretarias de Educação e todos os segmentos responsáveis pela sociedade para Juntos, traçar meios e metas para trazer novamente a escola pública o respeito à disciplina e a dignidade que se encontra escassa e sem uso, limitando a liberdade dos alunos para que de forma consciente, eles percebam a necessidade e a importância que a escola tem pra uma sociedade.

Tentando modificar a forma comportamental que hoje ameaça cada vez mais a qualidade da educação, nada de Paulo Freire, nada de ilusões sonhadoras de uma escola pública que existiu no passado, mas procurar resgatar pelo menos o respeito para com todos dentro da escola, principalmente com o professor, demonstrando sinal de respeito quando o mesmo adentrar na sala de aula além de dar a devida atenção a todos os ensinamentos ministrados pelo professor. Juntos sociedade, escola, Pais e responsáveis poderão certamente obter bons resultados se trabalharem juntos com o mesmo objetivo.

Brasil Escola
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quarta-feira, 25 de março de 2015

4 Dicas Para Novos Professores

Imagem: Universia Brasil

1) Use sua voz normal e natural

 

Levantar a voz para ter a atenção dos alunos não é a melhor estratégia. O ambiente e estresse causados não valem à pena e podem provocar efeitos contrários. Os estudantes irão espelhar-se em seu tom de voz, por isso evite o uso do volume e tom elevados. Se você quer que as crianças falem e um volume normal e agradável é importante que você seja o principal exemplo. Não se esqueça também de diferenciar seu tom de voz. Ao pedir que os alunos guardem seus cadernos e façam grupos, seja afirmativo e firme, em um tom imperativo. Quando perguntar ou pedir a participação dos alunos na sala de aula, ou questionar a importância de determinado fato, use um tom convidativo e informal. 

2) Fale apenas quando houver silêncio

 

Apenas espere. Aguarde que cada aluno reconheça sua presença, sem a necessidade de qualquer apresentação ou manifestação. Lute contra a tentação de falar ou chamar a atenção. Você irá perceber que a iniciativa de calar-se e pedir silêncio virá dos próprios alunos e isso faz toda diferença na construção do respeito mútuo. 

3) Use comunicação não-verbal

 

Manter sua mão levantada e fazer contato visual com os alunos é uma ótima forma de obter o silêncio e a atenção. Leva um tempo para que os estudantes se acostumem com essa rotina, mas ela funciona perfeitamente. Ao levantar sua mão, peça a eles que façam o mesmo. Espere 5 segundos e abaixe o braço lentamente. Ligar e desligar a luz rapidamente são métodos antigos e eficientes. Pode ser um sinal de rotina para uma prova, por exemplo, quando faltam alguns minutos para a entrega. Com alunos mais novos, você pode bater palmas três vezes e ensiná-las a bater responsivamente duas vezes. É uma maneira divertida e ativa de chamar a atenção sem precisar distanciá-los de você.   

4) Pontue problemas de forma rápida e sábia

 

Ao perceber um problema ou confusão pontual, resolva essa questão o mais rápido possível. Mal estar e indisposições podem crescer rapidamente e tornarem-se confusões e desentendimentos mais complicados de resolver. Para resolver esses problemas de forma sábia, você e o(s) aluno(s) devem separar-se do resto da turma, na porta ou lado de fora da sala. Pergunte de forma ingênua “Como posso te ajudar?”, mas não faça isso de forma sínica e que provoque mais ressentimento. Não acuse o estudante de nada. Mostre que você se importa, mesmo se esse não for o caso. O aluno ficará desarmado porque espera uma atitude de confrontação e irritação. Sempre tenha uma abordagem positiva. Diga, “Parece que você está com dúvidas” ao invés de “Porque você estava conversando e não fez a atividade?”. Quando os estudantes tiverem conflitos entre eles, tenha sempre uma atitude neutra, não importando o histórico do aluno. Converse com eles durante o intervalo ou na saída e uso uma linguagem neutra. Você deve agir como mediador da situação, e eles devem aprender sozinhos como resolver o problema de forma pacífica e madura.  


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sábado, 8 de fevereiro de 2014

A Definição de Filosofia



Os gregos denominavam (sofia) a sabedoria e (sofos) os sábios.… lugar comum atribuir a Pitágoras IV a.C, o termo filosofia de(philo) amante e (sofia) sabedoria. Pitágoras dizia que os filósofos seriam uma terceira classe à mais nobre, não procura aplausos nem lucro, porém (ali está) para observar atentamente o que se faz e como as coisas se passam. Esses homens s„o chamados estudiosos (ou amigos da sabedoria).Somente na Grécia que a Filosofia adquire existência autônoma,distinguindo-se explicitamente da religião.A filosofia e a Teologia: A filosofia é a mais alta das ciências humanas,isto é das ciências que conhecem as coisas pela luz natural da razão.

Há, entretanto, uma ciência acima dela. A supor que exista de fato uma ciência que seja no homem uma participação da ciência própria de Deus, esta ciência, evidentemente será mais alta do que a mais alta ciência humana. Ora, È o caso da Teologia. A ciência de Deus; a ciência que podemos naturalmente adquirir só pelas forças da razão e que nos faz conhecera Deus, como autor da Ordem natural é uma ciência filosófica a partir do ponto culminante da Metafísica - chamada Teologia Natural.Todavia, os princípios da Filosofia são independentes da Teologia, pois os princípios da Filosofia são as verdades primeiras cuja evidencia se impõe por si mesma à inteligência, enquanto os princípios da Teologia são verdades reveladas por Deus. Para Platão a palavra filosofia adquire o sentido de saberes racionais, reflexivos saber adquirido mediante o método dialético.(dialética) Para Aristóteles a Filosofia consiste em todas as coisas que o homem conhece e o conhecimento dessas coisas. Desde Aristóteles emprega-se a palavra filosofia com o sentido de totalidade do, conhecimento humano. A filosofia até então englobava as coisas divinas e humanas.Na Idade Média, a Filosofia designa todo o conhecimento menos o de Deus que era objeto da Teologia.Na idade Moderna, a partir do século XVII começa a dividir-se o campo da Filosofia, constituindo-se a Matemática, a FÍSICA, a Biologia, até as mais modernas, como a cibernética.O método filosófico até Descartes se apóia depois de obtida uma intuição (afirmação, proposição ou tese ) para verificar-lhe a verdade ou a falsidade. (A dúvida metódica).Assim se diz discursivo o raciocínio que atinge a conclusão ou a procura por meio de operações intermediárias.Ex.: Os homens sensatos s„os bem sucedidos, ora, o Presidente é um homem sensato; logo, será bem sucedido. É uma dedução -por meio de duas proposições (premissas) atingimos uma conclusão. Ex.: A Terra é um planeta e não tem luz própria, Marte também o é, assim como Vênus, Saturno, Urano ; logo, os planetas não têm luz própria. É uma indução - mediante uma série de conhecimentos parciais chegamos a um conhecimento geral. Para muitos filósofos modernos o único método da filosofia é o intuitivo, qualquer outro falsearia a verdade.A mais ampla totalização filosófica é o hegelianismo. Nele o saber é aleado à sua dignidade mais eminente: ele não se limita a visar ao ser de fora, ele o incorpora a si e o dissolve em si mesmo: o espírito se objetiva, se aliena e se retoma incessantemente, se realiza através de sua própria história. O homem se exterioriza e se perde nas coisas, mas toda a alienação é superada pelo saber absoluto do filósofo. É certo que se pode puxar Hegel para o lado do existencialismo. Para Hegel o trágico de uma vida é sempre superado. É perfeitamente exato que Hegel marca profundamente a unidade e a oposição entre a vida e a consciência. Na linguagem da semiologia moderna para Hegel o Significante (a um momento qualquer da história) e o movimento do espírito (que se constituir· como Significante-Significado e Significado -Significante, isto é, absoluto-sujeito), o Significado é o homem vivo e sua objetivação.A filosofia divide-se: em Lógica, em Metafísica, Cosmologia, Psicologia e Ética, e geralmente estudam esses assuntos, que posteriormente serão definidos.

ESCOLAS FILOSÓFICAS A filosofia grega, segundo o testemunho de Aristóteles, só começa com Tales de Mileto um dos sábios ou gnómicos que viveram nos séculos VII e VI a.C,.Estes sábios reunidos em número de sete pela tradição, dos quais, porém temos listas variadas que os Antigos nos legaram propunham-se, em 1º lugar, melhorar os costumes dos seus concidadãos; algumas de suas sentenças que Platão nos relata no Protágoras, limitam-se a enumerar lições práticas resultantes de sua experiência de vida; eram homens de ação, legisladores ou moralistas; eram prudentes mas ainda não filósofos. Somente Tales, entre eles, abordou os estudos especulativos.

Período de Elaboração (Os filósofos pré-socrático).

Escola Jônica - A razão humana que se resolve a investigar, só com os seus próprios meios, os princípios e as causas das coisas.Pensam na matéria, uma causa material, considerava suficiente para explicar tudo.Desde então Tales (623 - 546) a.C, atribui às águas primordiais a origem de todas as coisas, afirmará que a água é a substância única, permanecendo sempre a mesma em todas as transformações dos corpos. Para Anaxímenes (540 -475 ?) a. C. È o fogo,para Anaximandro (610 - 547) a. C. È o infinito (no sentido de indeterminado). água, ar, fogo, e infinito são tidos, por algo de ativo, de vivo, de animado, que uma força interior torna capaz de fecundidade multiforme e sem limites.Por esta escola Jônica tão primitiva, chamada hilozoÌsta porque atribui a vida, à matéria, vemos que se deve tomar pelo que há de mais rudimentar em filosofia, doutrinas tais como os monismos materialistas, que ensina a existência de uma única substância material, o evolucionismo (Spencer e Darwin) que pretende explicar todas as coisas pelo desdobramento histórico, o desenvolvimento ou a evolução de qualquer coisa preexistente.Para Heróclito 500 a. C físico ou filósofo da natureza sensível.Esta realidade é a mutação ou a Virá a ser. Vê de tal modo mudarem-se as coisas, que proclama ser tudo mudança.Não tocamos duas vezes o mesmo ser, não nos banhamos duas vezes no mesmo rio. No momento que levamos am„o sobre a coisa, está já cessou de ser o que era. O que È,muda, pelo fato de ser. Nós entramos e não entramos no mesmo rio, somos e não somos.Se não esperais o inesperado dizia ele não chegareis, à verdade, que È difícil de discernir e que È apenas acessível.Em conseqüência todas as coisas a seu ver, são diferenciações produzidas pela discórdia ou pela guerra - de um principio único etéreo,vivo e divino. Desde o principio, vimos aparecer a manifesta necessidade que leva ao Monismo (doutrina que faz de todas as coisas um único ser) e ao Panteísmo (Doutrina que confunde o mundo e Deus) toda a filosofia do vir a ser puro.

Escola Atomística (Demócrito de Abdera (470 - 361 ?) a. C.Espírito muito menos profundo e que procura as idéias fáceis, no fluxo de fenômenos sensíveis, algo de fixo e estável, mas, em vez de recorrer à inteligência vai buscá-lo na imaginação. A única realidade que reconhece é desse modo, qualquer coisa que,ultrapassando a percepção dos sentidos externos, vem toda via cair sob a imaginação - isto È a pura quantidade geométrica,como tal sem qualidades (sem cor, sem odor, sem sabor, etc.) e que, nas três dimensões, do espaço, só comporta a extensão.Tudo então dever· explicar-se, a seu ver, pelo cheio que ele confunde com o ser, e o vácuo, que confunde com o não-ser : o cheio é dividido em porções de extensão indivisíveis (átomos), que são separados pelo vácuo e eternamente em movimento e que, entre si, só se diferenciam pela figura, pela ordem, e pela situação e atribui à necessidade cega do acaso à ordem do universo, assim com a estrutura de cada ser, Demócrito é o fundador do atomismo, e de modo mais geral de filosofia chamada mecanicista que erige a Geometria em metafísica, reduz, todas às coisas a extensão e ao movimento e, pretende explicar, por um acervo de circunstâncias fortuitas,a organização das coisas.

Escola Pitagórica e Eleática. Paralelamente à corrente filosófica Jônica os séculos VI e V a. C viram, correntes filosóficas: a pitagórica e a eleática. Pitágoras de Samos (572 - 500 a. C), fundador de uma sociedade filosófica e religiosa e política, que tomou conta do poder,em algumas cidades da Grande Grécia (Itália Meridional).A ciência dos números que lhe revelou essas realidades invisíveis,cuja ordem imutável domina e governa o curso do vir a ser,e daí por diante só conhece os números.Os pitagóricos acreditavam igualmente que o ciclo dos períodos cósmicos devia trazer eternamente,com longos intervalos, a volta de todas as coisas, que se reproduziam identicamente nos seus menores detalhes.A astronomia é uma das ciências que receberam, da escola pitagórica, notável desenvolvimento. Filolaos afirmando que a terra, o sol e todos os astros rodavam a volta de um misterioso centro do mundo ocupado pelo fogo. Vivendo e movendo-se na ciência dos números, escreve Aristóteles eles juntaram e coordenaram todas as concordâncias que puderam observar entre os números e as harmonias de um lado, e os fenômenos celestes e o conjunto do Universo, de outro.

Eleática: O filósofo mais profundo e o verdadeiro fundador da Escola Eléia (Itália Meridional) È ParmÍnides de Eléia (nascido em 540 a. C).Ultrapassando o mundo das aparências sensíveis e até o próprio mundo dos números e das formas ou essências metafísicas, alcança aquilo que, nas coisas È propriamente o objeto da inteligência Parmênides torna-se cativo do ser. Só uma coisa ele vê: o que é, e não pode deixar de ser, o ser é, o não-ser não é. Por conseguinte,foi o 1º filósofo que destacou e formulou o principio de identidade ou de não contradição, principio supremo de todo pensamento.

Escola sofistica. A sofistica não é uma doutrina; È antes, uma atitude viciosa do espírito.Os sofistas desviam a ciência do seu objeto e subtraem-na à sua regra; os sofistas eram,pois, tudo menos sábios. Professores ambulantes que recolhiam honras e dinheiro, enciclopedistas, conferencistas, jornalistas. É que queriam as vantagens da ciência,sem querer a verdade. Sob este ponto de vista notabilizavam-se como racionalistas e sábios universais, davam explica ações falsamente claras para todas as coisas, e pretendiam reformar tudo - até mesmo as regras de gramática e o gênero de substantivos.Por isso interessavam-se de preferência pelas coisas humanas, que de todas são as mais complexas e menos certas,mas onde o homem pode realizar melhor sua ciência em poder e glória; na História, no Direito, na Política, na retórica. E passavam por professores de virtude.Nestas condições é natural que a única doutrina a que haja chegado a sofistica tenha sido o que chamamos o relativismo e o ceticismo. Protágoras de Abdera (480 - 410 a. C) declarava por exemplo, que o homem é a medida de todas as coisas,das que são enquanto são e das que não são enquanto não são, os que significavam ao seu ver que tudo é relativo às disposições do sujeito e que o verdadeiro é o que parece tal a cada pessoa.

Escola Socrática: foi Sócrates (469 - 399 a. C) quem salvou o pensamento grego do perigo mortal em que o colocava a sofistica.Sócrates faz profissão de ignorância e ensina aos seus ouvintes a procurar somente a verdade. Toda a sua obra foi portanto,uma obra de conversão, procurou soerguer a razão, orientando-a para a verdade, isto é para aquilo para o qual ela foi feita.Sócrates retifica o pensamento filosófico, disciplina-o e impõe-lhe a investigação das essências e das definições.Sócrates também comparava-se a um aguilhão, encarregado de picar e acordar os atenienses e de forçar sua razão a um perpétuo exame de consciência: oficio que os atenienses deviam retribuir com a cicuta, oferecendo ao velho Sócrates, já perto do fim da vida, a mais bela morte que a sabedoria puramente humana pode condicionar.Seus discursos visavam principalmente ao problema da conduta da vida humana, ao problema da moral. Devo fazer só o que me é bom, e o que me é bom é o que me é útil, - verdadeiramente útil.Pelo duplo caráter, metafísico e cientifico, de seu ensinamento moral, Sócrates opõe-se fundamentalmente aos sofistas e pode ser considerado como o fundador da ciência moral.

Escola Platônica: Platão nasceu em Atenas (426 ou 430 a. C). Platão aperfeiçoa o método de Sócrates e o transforma na Dialética, que se funda não em opiniões distintas, mas em uma opinião e sua critica,ou ainda de passar de conceito em conceito, de proposição  em proposição até atingir os conceitos mais gerais e os primeiros princípios  (República).Partindo-se de uma hipótese vai-se melhorando-a com criticas, e como é no diálogo que se aprimoram as idéias mediante afirmações,e negações, denominou Dialética o seu método.Verifica-se que a Dialética de Platão e a Maiêutica de Sócrates conservam o método de iniciar de uma hipótese ou idéia e melhorá-la por meio do diálogo.

Escola Aristotélica: Aristóteles nasceu em Estagira (Macedônia 384 -322 a. C). Discípulo de Platão.Aristóteles desenvolve a Dialética platônica e a faz mudar de aspecto.Estuda e se fixa no movimento da razão intuitiva que por meio de contra posição, de opiniões vai passando de uma afirmação a outra e busca as leis por força das quais fazemos essa operação. Não se pode asseverar que Aristóteles seja o inventor da Lógica, pois Platão, na Dialética havia concebido uma lógica implícita, porém as leis do silogismo e suas figuras  representam obra sua.O método de Aristóteles é a Lógica, que não mudou em seus aspectos essenciais até hoje. A filosofia para Aristóteles baseia-sena demonstração da prova uma afirmação que não está provada não é verdadeira ou pelo menos não sei se é ou não verdadeira. 


IAULAS

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Aprenda Como Elaborar um Relatório GRÁTIS

1. O que é um relatório?

Um relatório de uma atividade prática, é uma exposição escrita de um determinado trabalho ou experiência laboratorial. Não é apenas uma descrição do modo de proceder (técnicas, reagentes, material, etc.), pois este conjunto de informações constitui o protocolo. Um relatório é o conjunto da descrição da realização experimental, dos resultados nele obtidos, assim como das idéias associadas, de modo a constituir uma compilação completa e coerente de tudo o que diga respeito a esse trabalho. De alguma forma, elaborar um relatório deve ser visto pelo aluno como uma etapa importante na sua formação acadêmica, para que mais tarde, como profissional, possa ter adquirido e desenvolvido a prática e o raciocínio crítico necessários à elaboração de um artigo científico.

2- Como escrever?

O relatório como instrumento de trabalho deverá utilizar uma linguagem simples, clara, objetiva e precisa. A clareza do raciocínio, característica do método científico, deverá transparecer na forma como o relatório é escrito.

Um relatório deverá ser conciso e coerente, incluindo a informação indispensável à compreensão do trabalho. A forma pela qual alguma informação pode ser apresentada (tabelas, gráficos, ilustrações), pode contribuir consideravelmente para reduzir a extensão de um relatório.

As frases utilizadas devem ser completas, para que, através da sua leitura seja possível seguir um raciocínio lógico. Em ciência, todas as afirmações devem ser baseadas em provas fatuais e não em opiniões não fundamentadas. Fatos especulativos não podem tomar o lugar de outros já demonstrados. De igual modo, o aluno (futuro investigador) deve evitar o excesso de conclusões, sendo estas precisas e sintéticas. As conclusões devem, igualmente, ser coerentes com a discussão dos resultados.

3- Estrutura dum relatório

A divisão metodológica de um relatório em várias seções ajuda à sua organização e escrita por parte dos autores e, de igual modo, permite ao leitor  encontrar mais facilmente a informação que procura.

1ª página 
3.1. Título, autor(es) e data      (capa)

Identificação do trabalho (título). Identificação dos autores. Data em que o relatório foi realizado. Disciplina a que diz respeito.

2ª página 

Índice:

3ª página

3.2. Objetivos

Deverá incluir sumariamente qual ou quais os objetivos do trabalho a realizar.

3.3. Introdução

Nesta parte do relatório deve ser introduzido o trabalho experimental a realizar, bem como as noções teóricas que servem de base ao mesmo. A introdução deve conter a informação essencial à compreensão do trabalho.

4ª página em diante.

3.4. Material e Métodos (Revisão teórica)

Deve ser sintético mas preciso, contendo, no entanto, informação suficiente de modo que, no caso da experiência vir a ser repetida por outrem, possam ser obtidos resultados idênticos. Normalmente considerado como um ponto secundário do trabalho, esta parte do relatório é, no entanto, essencial para a compreensão da experiência a realizar.

3.5. Resultados (somente resultados)

Descrição do que se observa na experiência. Inclui o registo e tratamento dos dados, bem como os esquemas e ou as figuras das observações efetuadas.

Página posterior a dos resultados


3.6. Discussão

Interpretação dos resultados. A discussão deve comparar os resultados obtidos face ao objetivo pretendido. Não se devem tirar hipóteses especulativas que não possam ser fundamentadas nos resultados obtidos. A discussão constitui uma das partes mais importantes do relatório, uma vez que é nela (e não na introdução) que os autores evidenciam todos os conhecimentos adquiridos, através da profundidade com que discutem os resultados obtidos.

3.7. Conclusões

Esta parte do relatório deve sumarizar as principais conclusões obtidas no decurso do trabalho realizado.

Pagina posterior a da conclusão


3.7. Referências bibliográficas

A bibliografia deve figurar no fim do relatório. Nela devem ser apresentadas todas as referências mencionadas no texto, que podem ser livros (ou capítulos de livros), artigos científicos, CD-ROMs e websites consultados.