É uma organização não governamental que defende os direitos humanos.A Amnistia Internacional foi fundada em 1961 pelo advogado britânico Peter Benenson, na sequência de uma notícia publicada no ano anterior pelo jornal Daily Telegraph
sobre a condenação de dois jovens estudantes portugueses a sete anos de
prisão por gritarem "viva a liberdade" numa esplanada no centro de
Lisboa durante o regime de Salazar
. O causídico apelou aos países que libertassem pessoas detidas por
motivos de consciência, incluindo convicções políticas e religiosas,
preconceitos raciais ou linguísticos.O movimento foi formalmente lançado com a publicação, em 28 de Maio desse ano, no jornal The Observer, do artigo The Forgotten Prisioners, denunciando vários casos mundiais.
A A.I. averigua denúncias de prisões políticas, torturas
ou execuções. Para isso, o Secretariado Internacional, através do seu
Departamento de Investigação, recolhe toda a informação possível
relacionada com os casos suspeitos, e, se necessário, envia missões de
investigação ou para a observação de julgamentos. Mas o movimento
obriga-se à imparcialidade das suas tomadas de decisão e, para isso,
impõe às suas estruturas operacionais, suas células de base, que não
recebam nem tratem casos relacionados com o próprio país. As únicas
exceções são o trabalho de divulgação ativa dos direitos humanos, a luta
contra a pena de morte ou a proteção dos refugiados objeto de perseguição política nos seus países de origem.
O papel desempenhado por esta organização não-governamental em relação
aos direitos humanos foi, e continua a ser, de tal ordem importante que,
em 1974, Sean MacBride, presidente da organização, recebeu o Nobel da Paz. Três anos mais tarde a própria organização foi galardoada pelo mesmo premio.
- Em 1977 recebeu o Prémio Nobel da Paz
- A 14 de Setembro de 2001 a Amnistia Internacional foi feita Membro-Honorário da Ordem da Liberdade de Portugal.
- Em 2004, a A. I. foi homenageada no Brasil com a Medalha Chico Mendes de Resistência dada pelo Grupo Tortura Nunca Mais, por sua defesa dos direitos humanos.
- Em 2011, quando a Amnistia Internacional comemorou o seu 50.º aniversário e a sua secção portuguesa 30 anos, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou esta instituição com a atribuição do seu nome aos Jardins de Campolide, localizados na confluência da Rua de Campolide, a Avenida José Malhoa e a Rua Cardeal Saraiva, na freguesia de Campolide.
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