A criação do sapato surgiu como uma consequência natural da necessidade que o homem
sentiu em proteger seus pés do incômodo de andar sobre pedras e sujeira
ou do perigo de pisar em algum animal peçonhento. Pinturas feitas em
cavernas da Espanha e do sul da França em 10 mil antes de Cristo mostram
que nessa época, isto é, durante o Período Paleolítico, o homem
pré-histórico já fazia uso de espécies rudimentares de calçados feitos
de palha e madeira.
No Antigo Egito, os sapatos
eram feitos de palha, papiro ou fibra de palmeira. As pessoas os usavam
somente quando era necessário, carregando-os consigo de um lado para
outro. E isto, claro, era um benefício apenas dos nobres. Os faraós, inclusive, usavam calçados adornados com ouro.
Na Grécia e em Roma o sapato começou a ganhar status
de diferenciador social. Os gregos lançaram diversos modelos e chegaram a
criar os primeiros calçados especializados para cada pé. Na Grécia, os
escravos eram conhecidos publicamente por não utilizarem nenhum tipo de
cobertura nos pés. Em Roma, o sapato era um indicador da classe social
do indivíduo: os cônsules usavam calçados brancos, os senadores faziam
uso de sapatos marrons e as legiões utilizavam botas de cano curto.
Durante a Idade Média, tanto homens
como mulheres usavam uma espécie de sapatilha de couro. Curiosamente,
no século XVI os saltos eram objetos exclusivamente masculinos, um
símbolo de ostentação e riqueza. Na corte do rei Luís XIV os homens
usavam saltos altíssimos. Acredita-se que a padronização das medidas
tenha sido criada pelo rei inglês Eduardo I.
Os sapatos manufaturados
começaram a aparecer durante o século XVIII, no início da Revolução
Industrial; logo no final desta época já havia fábricas de calçados por
todos os cantos da Europa. Com o surgimento da máquina de costura,
realidade que reduziu significativamente os custos de produção,
os calçados se tornaram bastante acessíveis. Finalmente no século XX,
com a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos, o
sapato começou a ganhar a forma e aparência que conhecemos hoje em dia.
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