quinta-feira, 30 de junho de 2016

Terminal de Integração: Uma Arapuca Para o Cidadão Campinense



O termo arapuca é segundo o dicionário da língua portuguesa, usado para designar uma espécie de armadilha, e é nesse exato momento, o termo que melhor esclarece a atual situação que passa o terminal de integração de campina grande, localizado por trás do teatro municipal Severino Cabral. Os vários arrastões que aconteceram e vêm acontecendo naquele local, deixam os usuários do transporte coletivo de campina grande, com a temerosa sensação de estarem dentro de uma verdadeira arapuca, quando adentram naquele espaço público.

Acreditamos que a insuficiência de efetivo policial na cidade, seja um dos principais problemas que de forma direta interferem numa melhor segurança aos usuários daquele espaço. Campina Grande é hoje uma cidade com mais de 400 mil habitantes, segundo o último censo do IBGE, e por conta de sua crescente expansão populacional necessita obviamente, de um efetivo policial proporcional ao seu crescimento. No último dia 30 de junho de 2016 por volta das 6 horas da manhã, novamente os usuários desse sistema viário, foram vítimas mais uma vez da ação inescrupulosa desses criminosos, que segundo as vítimas em depoimento aos programas jornalísticos da cidade, afirmaram que vários populares, tiveram seus bens subtraídos pelos marginais que estavam de posse de arma branca (faca peixeira).

Em programa jornalístico veiculado na cidade, o comandante da policia militar afirma que, existe uma viatura designada para dar segurança aos usuários daquele local, mas que, no exato momento que ocorreu tal ação, tinham saído para atender ocorrência em outro ponto da cidade. Com isso fica comprovado que o efetivo policial de Campina Grande é insuficiente, já que um local com o histórico de vários crimes sofridos, como o terminal de integração necessitaria de um policiamento fixo, pois a grande quantidade de usuários daquele local torna-se evidentemente um grande atrativo para a marginalidade. Ainda de acordo com a mesma reportagem, nas proximidades do terminal de integração, elementos  atacaram uma mulher e levaram seus pertences, a policia foi avisada e em uma ação rápida e merecedora de elogios, ainda conseguiu capturar dois elementos que inclusive ainda estavam de posse de alguns dos objetos subtraídos.

aparentemente os elementos capturados eram menores de idade, o que infelizmente por conta de nossa infame legislação, nos leva a deduzir que caso se confirme a menor idade, em breve estarão na ativa novamente. A desproporcionalidade entre efetivo policial e a população de Campina Grande, notadamente pode ser indicada como uma das falhas, mas conscientemente podemos visualizar também, uma má vontade política entre a administração municipal e o Governo Estadual, onde nessa queda de braços, quem sofre é sempre o trabalhador, o estudante e a dona de casa que precisa utilizar esse Serviço Público, e por conta de más administrações, ficam a mercê da marginalidade.
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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Campina Grande e o "Maior São João do Mundo"

Trem do Forró no Maior São João do Mundo
O Maior São João do Mundo é um evento anual realizado pela prefeitura de Campina Grande, no estado da Paraíba (Brasil) durante o mês de junho. Trata-se de uma tradicional festa junina. Na cultura do Nordeste Brasileiro é muito típico comemorar o dia de São João através de espetáculos, danças e quadrilhas.Antes do evento ser criado, já se dançava forró e se comemorava o São João em Campina Grande. 

As festas de São João, Santo Antônio e São Pedro eram comemoradas com animação entre familiares e amigos convidados para as festas particulares, em volta de grandes fogueiras. Havia dança de forró em sítios, granjas e fazendas. Outros lugares onde se costumava festejar esses dias eram no Aero-club de Campina Grande, no Clube dos Caçadores e na Juventude Franciscana, que funcionava no auditório do Convento São Francisco

Além destes, o forró pé-de-serra era dançado nos clubes Paulistano, Ipiranga, Flamengo e Forró de Alcatrão. Mesmo nessa época, artistas famosos vinham prestigiar a cidade com suas apresentações: Jackson do Pandeiro, Genival Lacerda, Marinês e Sua Gente, Abdias do Fole de Oito Baixos, Conjunto Zé Lagoa, Antônio Barros e Ceceu, Elino Julião, João Gonçalves, Zé e Manoel Calixto. Nos bairros de Campina, havia organizações de quadrilhas em várias ruas, em participação massiva da comunidade. Alguns patrocinantes era o Café São Braz e o Café Aurora, que davam as bandeirolas e o som. O prefeito da época, Ronaldo Cunha Lima, vendo a potencialidade das festividades juninas na cidade, resolveu concentrar as festas no centro da cidade, aumentando a participação do povo campinense. Nasce, assim, o Maior São João do Mundo.

Desde a sua primeira edição, o evento é realizado no Parque do Povo.Para a construção do Parque do Povo houve duas etapas. Primeiramente, uma palhoça com piso feito com cimento queimado foi construída. Palhas de coqueiros foram usadas para cobrir a palhoça e ornamentação da área, que era conhecida como Coqueiros de Zé Rodrigues. Um "mutirão" foi organizado para fazer o São João naquela área.Tendo a organização sido feita de última hora, os integrantes do mutirão estavam a pregar bandeirolas e a esperar o cimento secar poucas horas antes do início do evento.

Depois disso, foi sucesso absoluto. Das mil camisas que mandaram fabricar para venda no primeiro São João, tiveram que completar 12 mil, pois os pedidos eram muitos. Esse número foi crescendo nos outros anos, tendo aumentado para 25 mil e 30 mil nos próximos 2 anos.Tendo o prefeito Ronaldo Cunha Lima visto o sucesso atingido, fez toda a área do futuro Parque do Povo ser urbanizada e a Pirâmide do Parque do Povo ser construída. Além disso, também por conta do sucesso do evento, as casas de show Spazzio, Forrock, Vilá Forró, Vale do Jatobá, dentre outras, foram construídas em Campina.

Com o tempo, todas as atrações, barracas e tudo que se encontra no São João de Campina foram aparecendo: comidas típicas, artesanatos, os palcos, quadrilhas, ilhas de forró, cenários, casamento coletivo, trem do forró, etc.Essa iniciativa de promover o São João de Campina Grande, tomada pelo ex-prefeito Enivaldo Ribeiro e depois poeta-prefeito Ronaldo Cunha Lima e sua equipe de governo, repercutiu além da região polarizada pelo município, projetando a cidade no calendário do turismo de eventos do País e levando a EMBRATUR a inserir e consagrar a marca "Maior São João do Mundo" entre os principais festejos populares brasileiros.

Em 2006, por iniciativa do prefeito Veneziano Vital do Rego, o layout d'O Maior São João do Mundo foi alterado para O Maior São João é Campeão do Mundo, a fim de oferecer mais espaço e organização para o evento. O novo layout e a programação da festa junina para 2006 foram apresentados no Centro Cultural Lourdes Ramalho no dia 16 de maio de 2006.Na nova apresentação do São João no Parque do Povo está totalmente enfeitado com as cores do Brasil, as "ruas" entre as barracas estão mais largas do que nos anos anteriores. Além disso, cada rua e beco ganhou um nome, tornando fácil a identificação de um local específico no meio de tantas barracas, além de deixar o aspecto do ambiente mais amigável. 

Alguns nomes de ruas foram escolhidos para fazer homenagem aos nomes de ruas da Campina Grande antiga, como a Rua da Matriz, hoje Avenida Floriano Peixoto (onde fica a antiga matriz, a Catedral de Campina Grande) e a Rua Grande, hoje Rua Maciel Pinheiro, onde moravam os mais ricos no início do Século XIX e que hoje é uma rua importante para o comércio. Com o novo layout, as barracas estão uniformizadas, com telhados idênticos, mas com aparência própria.

Outra modificação para o São João de 2006 foi um destaque maior para a Pirâmide. Ela recebeu uma pintura nova das cores da bandeira do Brasil. Antes de 2006 ela era utilizada como palco de forró de maneira semelhante às ilhas de forró espalhadas pelo Parque do Povo, a partir dessa edição, a pirâmide recebeu as apresentações de quadrilhas, que antes acontecia em um palco no começo do Parque do Povo. A réplica da catedral foi movida para uma área anterior, desocupando a "praça" do parque, que antes ficava escondida por conta da igreja.

A Pirâmide é o espaço coberto, que durante as festas juninas ocorre campeonato das quadrilhas das cidades próximas de Campina Grande e onde forrozeiros podem dançar sem se preocupar com as frequentes chuvas do inverno, que acontecem em junho(que hoje quase nunca acontece). Dentro da programação do São João se destaca o Expresso do Forró, um passeio de trem que acontece nos fins de semana do evento e que leva seus passageiros da Estação Velha, em Campina, até o distrito de Galante, um belo lugarejo repleto de turistas, onde a animação toma conta das ruas e pavilhões. O trajeto de ida e volta é feito em uma locomotiva toda decorada com motivos juninos, onde em cada vagão se apresenta um autêntico trio de forró. Ao chegarem a Galante os passageiros são recepcionados por quadrilhas juninas e podem se acomodar em pavilhões, onde podem degustar iguarias típicas, ou dançar o forró ao som de várias atrações. A paisagem rural é um convite a um passeio, seja a pé ou de charrete, onde se pode sentir o clima acolhedor da população.

Além das danças e das festas, o São João de Campina Grande Campina oferece diversas outras atrações: em uma delas, o Parque do Povo virá palco de casamento, durante o dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, quando são realizadas dezenas de casamentos conjuntos, no Casamento Coletivo. Muitas pessoas sem poder aquisitivo realizam o sonho do casamento em festas com tudo pago pela Prefeitura da cidade. Já no dia de São João, são reservadas as melhores atrações e Campina Grande recebe o estrondo de dezenas de fogos de comemoração, por mais de 10 minutos.

Um ponto muito importante para visitação turística é o Sítio São João: um cenário rural de 800 metros quadrados, que fica no Arraial Luiz Gonzaga e que reproduz o cotidiano de um sítio do passado no interior nordestino. Ao todo, encontram-se uma Igreja, bodega, uma casa de Mangaio, Casa de Farinha (principal atividade econômica da época) e a casa do morador, que por possuir utensílios e rudimentos utilizados na época, faz o visitante voltar no tempo.Outro lugar interessante é a reprodução da época que Campina Grande ainda era vila: a "Vila Nova da Rainha". São 15 casinhas, uma igreja e um coreto, tudo construído em uma arquitetura semelhante a original, onde os turistas podem fazer suas compras de artesanato e confeccionados, produzidos a partir de diversas matérias-primas como madeira, estopa, bucha vegetal, sisal, barro, couro ou tecido. É no pátio das casinhas que acontecem as tradicionais brincadeiras do pau-de-sebo, corrida de saco, burreata, adivinhações… além das corridas de jegue e da fogueira.

Neste lugar, pode-se ver réplicas de lugares importantes da cidade, formando uma cidade artesanal, como a Catedral de Nossa Senhora da Conceição (18 metros de altura), a primeira igreja de Campina e atual catedral da Cidade. Réplicas do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande e do Cassino Eldorado (8,5 m) também podem ser encontradas. Tanto o museu quanto o cassino eram grandes atrações nacionais que se apresentavam na cidade nas décadas de 30 e 50. Até hoje o cassino se encontra na Rua Manuel Pereira de Araújo, na feira Central. Em 2005, fizeram a pavimentação desta área de 2.900 , facilitando as danças, tornando-as mais cômodas.

Para quem quer dançar muito forró, além dos shows que ocorrem nos 6 palcos, existem 5 Ilhas de Forró distribuídas ao longo do Parque do Povo. Essas ilhas são espaços reservados para danças onde se toca o autêntico forró pé-de-serra. Durante as 30 noites de festas, passam por essas ilhas 90 trios de forró, juntando uma quantidade imensa de pessoas que realmente estão ali para dançar forró de verdade, pois a concentração de forrozeiros é muito grande. As ilhas são palhoças com um espaço relativamente grande, caracterizadas como as palhoças juninas da zona rural.

A fim de tornar o cenário ainda mais em clima junino, todos os anos monta-se uma fogueira gigante, a Fogueira Cenográfica, dentro do Parque do Povo. São 20 metros de altura e é construída a partir de cola, poliuretano, tecido, dentre outros. Ao ver a fogueira, qualquer um diria que foi feita de madeira, de tão perfeita que foi sua construção.Dessa vez é na Pirâmide, um espaço aberto e privilegiado pela sua extensão grandiosa, onde os forrozeiros podem dançar bem a vontade sem se preocupar com o espaço. Por aqui passarão 35 atrações.


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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Saiba o Que é e Qual o PH Ideal da Água Para Consumo Humano

Recentemente, uma avalanche de informações desconexas e sem nenhum fundamento técnico têm sido divulgadas pelas redes sociais e internet, sugerindo valores supostamente “ideais” para o pH da água destinada ao consumo humano. Algumas dessas informações, totalmente sem nenhuma base científica ainda chegam a recomendar o pH alcalino como uma fonte terapêutica e de promoção da saúde. Em colaboração com a saúde pública e com o dever de informar corretamente, solicitamos que todos atentem para o exposto abaixo:

1) O que é o pH da água? 

As letras pH são as iniciais de percentual Hidrogeniônico. Não é o caso aqui de discutirmos seu significado ou cálculo do ponto de vista químico ou matemático, mas sim sua implicação sobre a qualidade da água destinada ao consumo humano. A escala de pH varia de 1 a 14, sempre números positivos, e indica a concentração de íons H+ presentes na água. Como essa concentração de íons H+ determina o caráter ácido da água, costumamos dizer que o valor do pH indica se a água tem caráter ácido, neutro ou básico (também chamado de alcalino), de forma que, valores de pH menores que 7 representam caráter ácido, maiores que 7.0 representam caráter básico e igual a 7.0 representa caráter neutro. Isso não significa absolutamente que uma água com pH igual a 6.0, por exemplo, seja ou ácido. Ou que uma água com pH igual a 8.5 seja uma base. O pH da água indica, apenas, seu caráter baseado na concentração dos íons H+, visto que ácidos e bases propriamente ditos são espécies químicas com definições baseadas em conceitos bem mais complexos que simplesmente o valor do pH.

2) Qual o valor ideal do pH da água potável?

Hoje no Brasil, quem determina todos os Padrões de Potabilidade em todo o território nacional é aPortaria 2914do Ministério da Saúde. Essa Portaria recomenda que o valor do pH da água destinada ao consumo humano e fornecida pela rede pública de abastecimento esteja na faixa entre 6.0 a 9.5. Entretanto, existem inúmeras águas engarrafadas e comercializadas em garrafões para bebedouros cujo pH é inferior a 6.0. Essa condição não deixa nenhuma água “melhor” ou “pior” para a saúde humana pois seu efeito sobre ela, baseado no pH, é absolutamente nenhum.

3) É verdade que devo tomar água “alcalina” para melhorar minha saúde?

Essa informação é absurda, mentirosa e sem nenhum fundamento. O ambiente estomacal de uma pessoa normal tem pH na faixa de 2.5 a 3.0, produzido por um ácido forte que é o ácido clorídrico. É assim que tem que ser, isso é normal e fisiológico. Quando se toma água com pH alcalino, isto é, superior a 7.0, a sua influência sobre o pH do estômago é praticamente nenhuma em razão da “força” do ácido clorídrico do estômago. No passado, acreditava-se nessa influência e muita gente tratava gastrite com água alcalina, sem absolutamente nenhum sucesso. Hoje sabemos que boas razões para os sintomas de hiperacidez estomacal como azia e “queimação” podem ser uma infecção por H. pillori (que deve ser tratada com antibióticos) ou uma DRGE (Doença do Refluxo Gastresofágico). Em ambos os casos e tantos outros, deve-se procurar um médico especialista para a conduta ideal. A divulgação dessas informações equivocadas acabam desorientando as pessoas e fazendo-as crer em terapias absurdas que levam à piora dos sintomas e atraso na cura.

4)  E qual a influência do pH da água que consumimos sobre o pH do nosso sangue?

Absolutamente nenhuma. Esse é outro absurdo que circula pela internet, muitas vezes pela boca de supostos especialistas que se dispõem a simular experimentos infantis e de mero efeito visual, iludindo os menos avisados sobre efeitos de “água ácida” ou “água alcalina” sobre o pH do sangue e, consequentemente, sobre a saúde das pessoas. O pH do sangue humano varia entre 7.35 e 7.45, uma fixa extremamente fina (apenas 0.1) que garante que nosso metabolismo opere normalmente. O corpo humano tem mecanismos refinadíssimos para conseguir manter o pH do nosso sangue dentro dessa faixa, pois fora dela nossa saúde entraria em sério comprometimento. Obviamente um copo de suco de limão não poderia interferir nesse metabolismo como, de fato, não interfere. Muito menos, um copo com água cujo pH fosse 8.0, 9.0 ou mesmo 10.0 ! Do contrário estaríamos sujeitos à morte súbita com uma simples limonada. O mesmo dano está sendo atribuído aos refrigerantes que podem ter efeito deletério sobre a saúde devido a alta concentração de açúcar, mas nenhuma relação com o pH. Efeito similar acontece com as águas gaseificadas que, em geral, têm pH inferior a 6.0 em razão da presença do ácido carbônico produzido pelo gás (CO2) e que não têm absolutamente nenhuma interferência sobre o pH de nosso sangue e nem de nossa saúde como um todo.

5)  Afinal, com relação à água, o que mais devo fazer para preservar minha saúde?

Previna-se contra informações absurdas. Informe-se corretamente. Não existe água “magnetizada”, água “hexagonal” “água imantada” ou tantas outras formas mágicas de água divulgadas e comercializadas por aí. Jamais abandone uma terapia convencional, de resultados médicos conhecidos e consagrados, por expectativas em relação a fórmulas mirabolantes, salvadoras e que só poucos conhecem. O papel da água em nosso organismo é vital e diz respeito à manutenção de nossa homeostase, transporte de eletrólitos e nutrientes. Tampouco os nutrientes ingeridos através da água que consumimos diariamente têm papel relevante quando comparados aos que devemos ingerir todos os dias pelos alimentos. Isso é um mito e precisa ser esclarecido. Hidrate-se bem, aproximadamente 2 litros de água limpa e adequada ao consumo humano por dia. Essa é a água boa, ideal. Seu pH é irrelevante. Alimente-se bem. É dessa forma que se preserva a saúde. Sem magia ou contrainformação.


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quarta-feira, 15 de junho de 2016

A Maior Falta de Segurança do Mundo



Essa é a triste realidade na qual Campina Grande vivencia hoje, no que deveria ser um dos melhores momentos de alegria e animação, a falta de uma segurança pública na proporção da maior festa junina do País, e por que não dizer do mundo, dota a nossa querida rainha da Borborema, de mais um infeliz titulo relacionado à falta de segurança, e de comprometimento com a população Campinense e dos mais de dois milhões de turistas que prestigiam o evento.


É triste, mas é a mais pura realidade, Campina Grande hoje passa por uma terrível falta de segurança, a população não se sente segura em local, nem em momento algum, a ação dos marginais na cidade é algo comparável a várias ações terroristas, onde as autoridades policiais, por mais que utilize de seus artifícios e habilidades no sentido de agir de forma preventiva, pouco reflete a sociedade, uma melhor segurança nem tão pouco confiança de que algo esta mudando nesse sentido. As ações criminosas acontecem em vários locais, essas ações criminosas já se tornaram constantes não só na periferia da cidade, mas no comércio central, na rodoviária e dentro do Parque do povo, local onde é centralizada a maior festa junina da cidade.


Desde o inicio do “Maior São João do Mundo” de 2016, vários delitos foram intensificados tanto na cidade como nos distritos e cidades circunvizinhas a Campina Grande, ações como homicídio dentro do parque do povo, além de arrastões em restaurantes e lanchonetes na periferia, foram ações já concretizadas esse ano pela marginalidade que aterrorizam a população, e que foram amplamente divulgados pela imprensa local. Como se não bastasse, por duas vezes semana passada, a marginalidade em ações rápidas, praticaram dois arrastões na rodoviária estadual, localizada no bairro do catolé. 


A falta de entendimento entre os governos municipal e estadual, por picuinhas políticas deixa a população de campina grande e os mais de dois milhões de turistas, a mercê da criminalidade. Locais de pleno conhecimento das autoridades que existem ações de criminosos, não recebe das mesmas nenhum tipo de estratégia de combate aos criminosos, como exemplo podemos citar ações criminosas nos arredores do maior shopping da cidade, onde toda população além das autoridades, têm pleno conhecimento do grande número de assaltos praticados por duplas de criminosos em motos, em qualquer horário do dia ou da noite, e mesmo assim aos olhos da população parece que nenhuma atitude é esboçada pelas autoridades responsáveis. 


Como cidadão Campinense, não me sinto bem com essas ações criminosas e nem tão pouco com o abandono de nossas autoridades, no entanto, sinto-me no dever de informar a realidade de hoje, na esperança de um dia poder relatar no futuro a mudança que a população Campinense e Paraibana almeja.

Fato a Fato 
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sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Matemática o Smartphone e a Prática Diária - Atividade Extraclasse

Essa atividade tem como objetivo principal, proporcionar aos alunos a oportunidade de estabelecer contato direto entre os conteúdos trabalhados em sala de aula, e a prática diária do comércio local, utilizando como meio de ligação entre as duas práticas mencionadas, a tecnologia comum nos dias de hoje, como a utilização de tablets ou smartphones. Essa atividade consiste em através de uma pesquisa em local previamente escolhido, constatar valores estabelecidos a determinados produtos, e consequentemente responder com a ajuda do equipamento tecnológico a disposição, o questionário previamente elaborado e discutido em sala de aula.

A pesquisa deverá ser produzida por equipes de cinco componentes, onde cada componente receberá o seu questionário, e deverá escolher produtos diferentes dos outros componentes de sua equipe. É necessário que todos os componentes de todas as equipes, escolham produtos de valores diferentes, pois dessa forma teremos um universo maior de informações. Essa atividade foi escolhida como uma das vertentes do projeto “APRENDER MATEMÁTICA NA FEIRA LIVRE”. Utilizaremos essa atividade como introdução ao conteúdo sobre Matemática Financeira, que poderá ser aplicado antes, ou Depois do assunto ser explorado em sala de aula no 9º ano do ensino Fundamental.

Objetivos

De forma oculta estarão sendo trabalhados assuntos como: Regra de três, Frações de Denominador Cem, as quatro operações Fundamentais (Adição, Multiplicação, Subtração e Divisão). As técnicas a serem utilizadas, pelos componentes no campo de pesquisa serão previamente demonstradas pelo professor, essa atividade também pode ser trabalhada, com os alunos do 8º ano do ensino fundamental, desde que seja feita uma prévia avaliação pelo professor titular da turma, referente ao domínio de conteúdo dos alunos indicados para a atividade.Por ser uma atividade de campo, espera-se que o nível de entendimento, e a satisfação por estar fazendo uma atividade de enriquecimento, do conhecimento fora da sala de aula, por parte dos alunos, proporcionem uma maior motivação e satisfação e que sejam compartilhados por todos.

Conteúdos Curriculares

Regra de três, Frações de Denominador Cem, as quatro operações Fundamentais (Adição, Multiplicação, Subtração e Divisão), Números Decimais.

Metodologia 

Dos Procedimentos:

-Para se calcular valor de desconto em %, subtraia o desconto dado em % de 100% e o resultado multiplique pelo valor cobrado do preço total;
- Para saber quanto pagar por uma quantidade em gramas de um produto, multiplique o valor em gramas em questão pelo preço praticado por 1 kg desse produto, depois divida esse resultado por mil, o resultado obtido será o valor a pagar em R$ pelas tais gramas em questão;
- Para saber em % o quanto se esta pagando a mais por um produto dividido em prestações iguais, primeiro soma-se todas as parcelas, depois subtraímos o resultado obtido do preço à vista do produto, em seguida multiplica-se o valor obtido da diferença anterior por 100, o próximo passo será dividirmos o resultado pelo valor praticado à vista, pronto! O resultado obtido será o quanto será pago a mais em %.

Adequação das propostas caso haja alunos com necessidades educacionais especiais – NEE 

A depender das necessidades especiais, essa atividade poderá ser facilmente adaptada, pois terá como principal instrumento de cálculo, qualquer equipamento tecnológico que possua uma simples calculadora. Caso a deficiência seja visual, será necessária uma calculadora que possua a identificação em braile de suas teclas por exemplo.

Avaliação

Na avaliação foi produzido um questionário onde os alunos responderam as questões utilizando a calculadora de seus smartphones, no próprio local onde a experiência foi iniciada, com a coleta de dados referentes aos valores praticados no comércio, referente aos valores das mercadorias.

Autoavaliação 

Por se tratar de uma atividade extraclasse, o grau de aceitação dos alunos foi muito satisfatório, além do compromisso e do empenho por parte dos mesmos, podemos destacar a clareza e a satisfação demonstradas pelos alunos em poder constatar na prática a utilidade e a necessidade da matemática na vida financeira do comércio local.


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